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Ultrapar (UGPA3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, alta de 46% frente ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela recuperação do mercado de combustíveis após o combate intensificado ao comércio ilegal no setor.
O resultado superou com folga o consenso da LSEG, que projetava lucro de R$ 1,4 bilhão. Junto com o balanço, a companhia aprovou R$ 1,085 bilhão em
dividendos, equivalentes a R$ 1 por ação, e lançou programa de recompra de até 18 milhões de ações.
O Ebitda ajustado recorrente do grupo chegou a R$ 3,66 bilhões, crescimento de 2,5 vezes em relação ao 2T25, também acima da estimativa de R$ 3 bilhões da LSEG.
Combate à ilegalidade foi o grande catalisador do resultado
Para o diretor financeiro Alexandre Palhares, o desempenho não veio apenas de iniciativas internas.
"Além do trabalho interno do time, de busca de eficiência e simplificação dos negócios, o desempenho também se deve ao esforço muito grande do poder público para combater ilegalidades no setor de combustíveis", afirmou em entrevista à Reuters.
"Em decorrência desse ambiente mais regular, mais normalizado, os grupos que cumprem a lei, notadamente nós, mas outros também, estão recuperando mercado, recuperando participação de mercado, de volumes e resultados", acrescentou.
Ipiranga vê Ebitda saltar para R$ 2,8 bi
A rede de postos Ipiranga foi o coração do resultado. Com as tensões no Oriente Médio impulsionando a volatilidade global dos preços dos combustíveis, a Ipiranga intensificou importações e elevou o volume de vendas em 8% na comparação anual.
A receita líquida do grupo chegou a R$ 37,5 bilhões, alta de 24% em relação ao 2T25, enquanto o Ebitda ajustado recorrente da divisão saltou de R$ 678 milhões para R$ 2,8 bilhões no mesmo intervalo.
Os ganhos operacionais e a liberação de capital de giro na Ipiranga geraram R$ 4,8 bilhões em caixa operacional no trimestre, um recorde para a companhia. O resultado levou a alavancagem financeira ao menor patamar desde 2008, caindo de 1,9 vez ao fim do primeiro semestre de 2025 para 0,9 vez em junho de 2026.
📊 Olhando para o futuro, Palhares demonstrou confiança na sustentabilidade do cenário. "Esse ambiente competitivo mais justo e em maior conformidade veio para ficar", afirmou.