Trump e Xi se reúnem nos EUA e sugerem caminhos diferentes para a IA

Enquanto Trump tenta acelerar a IA, Xi defendeu manter a tecnologia sob controle humano.

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Publicado em 24/09/2026 às 13:48h Publicado em 24/09/2026 às 13:48h por Marina Barbosa
Trump vai oferecer um jantar para Xi e CEOs da IA na Casa Branca (Imagem: Shutterstock)
Trump vai oferecer um jantar para Xi e CEOs da IA na Casa Branca (Imagem: Shutterstock)
Os presidentes dos Estados Unidos e da China -Donald Trump e Xi Jinping, respectivamente -se reúnem nesta quinta-feira (24) para tentar aparar as divergências e aprofundar as relações bilaterais entre os países.
A reunião acontece na Casa Branca, em Washington, e tratará de temas como a corrida tecnológica, a exploração de terras raras e as relações comerciais entre os países, além de questões geopolíticas como a guerra no Oriente Médio e a venda de armas americanas a Taiwan.
⚠️ Porém, já começou com os líderes das duas maiores potências do mundo mostrando divergências sobre um dos principais itens dessa pauta: o desenvolvimento da IA (Inteligência Artificial).
Trump, que agora chama a IA de Superinteligência, disse nas redes sociais que quer deixar este assunto "exatamente como está" e afirmou que esta também era a posição da China. Porém, Xi demonstrou apoio a uma possível regulação da IA.
"Temos tanto a capacidade quanto a responsabilidade de desenvolver e gerir a IA para o bem e garantir que o desenvolvimento da IA permaneça sempre sob controle humano e sirva ao bem-estar das pessoas", disse Xi Jinping, em discurso na chegada à Casa Branca.
Trump rejeitou nos últimos dias a ideia de regulamentar ou desacelerar o desenvolvimento da IA, alegando que os alertas sobre o risco de a tecnologia sair do controle humano não passavam de uma "farsa" ou de uma "conspiração" para favorecer a China. Por isso, decidiu montar uma força-tarefa para acelerar o progresso da IA nos Estados Unidos.
🔎 Ainda assim, Estados Unidos e China estariam negociando a criação de um mecanismo de notificação sobre eventuais incidentes de inteligência artificial, para que os países estejam cientes de eventuais perigos à segurança nacional.
O assunto deve voltar à pauta ao longo desta quinta-feira (24), com as conversas que serão realizadas entre Trump e Xi, mas também durante o jantar de gala que a Casa Branca promete oferecer à comitiva chinesa.
O jantar contará com a presença das delegações oficiais, de autoridades governamentais e de diversos líderes empresariais. Entre eles, os CEOs das principais empresas de tecnologia e inteligência artificial dos Estados Unidos.
Na lista de convidados estão Elon Musk, da SpaceX (SPCX34) e da Tesla (TSLA34); Jensen Huang, da Nvidia (NVDC34); Jeff Bezos, da Amazon (AMZO34); Tim Cook, da Apple (AAPL34); Sundar Pichai, da Alphabet (GOGL34); e Sam Altman, da OpenAI.

Xi defende competição saudável

Xi aproveitou o discurso na Casa Branca para afirmar que a China mantém suas portas abertas para as empresas americanas que desejam investir e fazer negócios no país. Porém, também disse esperar que as empresas chinesas sejam tratadas de forma justa nos Estados Unidos.
Para o líder chinês, a competição entre os dois países deve existir, mas também deve ser saudável e mantida dentro de limites. "Deve ser uma corrida para alcançar uns aos outros, não uma disputa na qual um vence ou perde", declarou.
Em relação a este ponto, Trump disse que autoridades americanas e chinesas têm trabalhado para construir uma relação comercial mais equilibrada entre os países, o que incluiria a abertura de novos mercados para os agricultores americanos.

China quer "se entender melhor" com os EUA

Diante da aparente divergência sobre o futuro da IA e da rixa comercial, Xi defendeu uma maior cooperação entre as duas maiores potências do mundo e disse que gostaria de "se entender melhor" com os Estados Unidos.
Segundo ele, ambas as nações só têm a ganhar com a cooperação, ou a perder com o confronto. Por isso, devem manter a linha de não conflito. Xi ainda mostrou-se otimista sobre a possibilidade de encontrar o caminho certo para que os dois países convivam em harmonia através do diálogo.
"Por meio de um diálogo franco, profundo e contínuo, nossos dois países podem se entender melhor, buscar pontos em comum, deixar de lado as diferenças e construir confiança mútua", afirmou.
Antes disso, Trump disse que mantinha uma "verdadeira amizade" com o rival, "baseada no respeito mútuo e o interesse do nosso povo". Ademais, afirmou que os líderes focariam nos seus interesses comuns durante as reuniões desta quinta-feira (24).