De acordo com o balanço, a fabricante de máquinas e equipamentos industriais até conseguiu faturar mais, mas lucrou menos na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, devido à alta dos custos.
O lucro da Romi
💲 A Romi registrou um lucro líquido de R$ 13,9 milhões no segundo trimestre de 2026, uma queda de 15% em relação ao mesmo período de 2025.
Ainda assim, o dado indica uma recuperação em relação ao primeiro trimestre de 2026. É que o lucro da Romi saltou 488,8% em relação ao trimestre anterior, quando havia afundado para R$ 2,3 milhões em meio à pressão na demanda.
De acordo com a Romi, o empresário industrial mantém uma postura cautelosa, em meio às incertezas do cenário econômico e à expectativa de manutenção da taxa básica de juros em patamar elevado.
O cenário externo também é visto como desafiador, dadas as incertezas tarifárias, as tensões geopolíticas, a possibilidade de altas de juros e à dificuldade de crescimento das maiores economias mundiais.
Outros números do balanço
🧾 Diante desse cenário, a Romi terminou o segundo trimestre com uma carteira de pedidos de R$ 801,9 milhões, 7,5% menor que a do mesmo período de 2025 e 1,5% inferior à do primeiro trimestre de 2026.
Apesar disso, a receita operacional líquida da companhia cresceu e chegou a R$ 334,8 milhões, uma alta de 5,9% no ano e de 51,5% no trimestre.
De acordo com a Romi, o resultado reflete o maior faturamento da subsidiária alemã B+W, que acelerou as entregas no trimestre, mas também uma recuperação da receita da unidade brasileira.
Já as margens da companhia recuaram, pressionadas pela alta dos custos e pela variação cambial. Com isso, o Ebitda marcou R$ 26,8 milhões, caindo 5,9% frente ao mesmo período de 2025, mas subindo 265,2% em relação ao primeiro trimestre de 2026.