Seja como for, a xerife do mercado de capitais brasileiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), preza pelo funcionamento saudável das operações de crédito privado e, segundo a autarquia, os
CRIs emitidos pela Riza Securitizadora precisaram ser suspensos.
Tratam-se dos títulos de dívida imobiliária referentes à segunda série da 286ª emissão feita pela Riza Securitizadora, operação em que a securitizadora buscava R$ 250 milhões emprestados de investidores de renda fixa, prometendo remuneração de 104,50% da taxa DI.
A CVM suspendeu pelos próximos 30 dias (até 12 de agosto de 2026) a mencionada oferta de
CRIs da Riza Securitizadora não por a sua taxa de retorno prometida, mas sim por irregularidades que envolvem a ausência de demonstrações financeiras dos devedores.
No caso, os recursos que a securitizadora busca emprestado com investidores visam financiar projetos habitacionais da Pacaembu Construtora, cuja especialidade é erguer residenciais do Minha Casa Minha Vida.
A CVM salientou que, se a Riza Securitizadora não corrigir suas falhas dentro do prazo estipulado, a referida oferta de títulos de dívida imobiliária terá o cancelamento em definitivo.