Pela primeira vez desde que assumiu o trono, o Rei Charles III teve divulgados os valores de impostos pagos. No ano fiscal de 2024-2025, o monarca pagou 12,9 milhões de libras em impostos, o equivalente a cerca de R$ 88,6 milhões. O valor representa um avanço em relação ao ano anterior, quando o pagamento foi de 11,7 milhões de libras, aproximadamente R$ 80,3 milhões.
Segundo o Palácio de Buckingham, desde sua ascensão ao trono, Charles III já ultrapassou 30 milhões de libras em impostos pagos, o equivalente a R$ 205,9 milhões, o que o coloca entre os 100 maiores contribuintes do Reino Unido. Nesse montante também estão incluídos tributos sobre ganhos de capital relacionados à venda de ativos, embora a Coroa não tenha detalhado como os cálculos são feitos.
Apesar de a monarquia receber recursos de diferentes fontes, o rei recolhe impostos apenas sobre sua renda pessoal, que vem principalmente de propriedades privadas como Balmoral, na Escócia. Por lei, o monarca britânico não é obrigado a pagar tributos mas, isso mudou em 1993, quando a rainha Elizabeth II decidiu, voluntariamente, passar a pagar imposto de renda.
As origens da fortuna da família real também ajudam a explicar parte dessa estrutura financeira. Desde 1399, o monarca reinante recebe rendimentos do Ducado de Lancaster, um patrimônio de 16.960 hectares que reúne imóveis comerciais no centro de Londres e em outras cidades. Em março de 2026, o valor líquido dessa propriedade foi estimado em 687,3 milhões de libras, cerca de R$ 4,7 bilhões.