Orizon (ORVR3) compra mais 5,85% da Ecourbis por R$ 69,2 milhões

Através do negócio selado pela Vital, a participação total no capital da Ecourbis saltou de 63,3%.

Author
Publicado em 18/08/2026 às 11:41h Publicado em 18/08/2026 às 11:41h por Elanny Vlaxio
O negócio foi informado nesta terça-feira (18) (Imagem: Divulgação)
O negócio foi informado nesta terça-feira (18) (Imagem: Divulgação)
A Orizon (ORVR3) anunciou ao mercado financeiro a ampliação de sua fatia na Ecourbis Ambiental por meio de sua controlada, a Vital Engenharia Ambiental. A transação envolve a compra de uma fatia adicional de 5,85% do capital social da concessionária de gestão de resíduos sólidos urbanos de São Paulo pelo montante fixado em R$ 69,2 milhões. 
Com esse movimento, de acordo com a empresa, a companhia consolida sua posição no ecossistema de infraestrutura ambiental brasileira e reforça a presença no maior contrato do setor no país. Através do negócio selado pela Vital, a participação total no capital da Ecourbis saltou de 63,3% para cerca de 69,1%. 
A fatia remanescente do ativo continua sob o domínio das acionistas Marquise Ambiental e S/A Paulista. O valor estipulado para a aquisição da nova porcentagem será quitado por meio de pagamentos parcelados, com atualização monetária atrelada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).  
Segundo comunicado, a operação reforça os laços da companhia com a concessionária responsável pela coleta, pelo transporte e pelo tratamento final dos resíduos sólidos urbanos no município de São Paulo. Trata-se do contrato de gestão integrada de resíduos de maior envergadura em território nacional, cuja vigência vai até o ano de 2044. 
O modelo operacional da Ecourbis é sustentado por uma tarifa fixa mensal próxima a R$ 130 milhões, fator que injeta previsibilidade de faturamento e de fluxo de caixa no empreendimento, acrescido ainda do aporte de receitas não tarifárias complementares.  
Ao longo do exercício de 2025, a concessionária apurou uma receita líquida de R$ 1.312,6 milhões, um Ebitda de R$ 542,7 milhões e um lucro líquido de R$ 386,9 milhões, montantes que desconsideram os efeitos contábeis da norma ICPC-01. O balanço da concessionária encerrou o período com uma posição de caixa líquido de R$ 442,1 milhões.
Além disso, a empresa detém um saldo de contas a receber performado junto à Prefeitura de São Paulo no montante de R$ 784,3 milhões, com data-base de junho de 2026, cujo pagamento está distribuído em 120 parcelas mensais restantes.  Segundo o comunicado, a movimentação alinha-se ao plano de simplificação da arquitetura societária do grupo.