Petróleo despenca mais de 5% e dólar cai com possível acordo de paz entre EUA e Irã

No mesmo horário, o dólar recuava 0,55%, cotado a R$ 5,0041.

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Publicado em 25/05/2026 às 10:05h Publicado em 25/05/2026 às 10:05h por Elanny Vlaxio
O presidente Donald Trump também sinalizou cautela nas conversas (Imagem: Shutterstock)
O presidente Donald Trump também sinalizou cautela nas conversas (Imagem: Shutterstock)
O petróleo despencava nesta segunda-feira (25) diante das negociações entre EUA e Irã para um possível acordo de paz e reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% das exportações globais da commodity. Às 09h17, no horário de Brasília, o barril do Brent caía 5,91%, negociado a US$ 90,68. No mesmo horário, o dólar também recuava 0,55%, cotado a R$ 5,0041. 
A forte queda da commodity acontece após sinais mais concretos de distensão entre Washington e Teerã ganharem força no fim de semana. Segundo informações divulgadas no domingo (24), EUA e Irã teriam firmado um acordo de princípios para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado desde fevereiro de 2026, como já divulgado pelo Investidor10.
De acordo com uma fonte oficial do governo americano ouvida pelo The New York Times, o Irã teria aceitado discutir o destino de suas reservas de urânio altamente enriquecido, ponto central das negociações envolvendo o programa nuclear iraniano. Ainda segundo a reportagem, os detalhes do mecanismo seguem em discussão.
O presidente Donald Trump também sinalizou cautela nas conversas e afirmou que os negociadores americanos não devem “se precipitar” em um acordo. Tanto autoridades americanas quanto iranianas reforçaram que ainda existem etapas a serem concluídas antes de um entendimento definitivo.
As negociações também incluem a possibilidade de um cessar-fogo de 60 dias, segundo informações divulgadas pelo Axios. A proposta prevê a reabertura do Estreito de Ormuz para o tráfego comercial, a retirada de minas marítimas instaladas pelo Irã e a retomada das exportações de petróleo iraniano sem restrições. Em troca, os EUA poderiam aliviar parte das sanções contra Teerã.