Não é de hoje que os gastos estratosféricos das gigantes de tecnologia americanas com
inteligência artificial (IA) provocam medo entre investidores. A novidade em 2026 é que esse temor foi convertido em estratégia de investimento, na qual analistas procuram empresas da chamada velha economia, mais imunes à disrupção da IA.
O nome desse efeito nas bolsas de valores mundiais é apelidado de HALO, sigla para High Assets, Low Obsolescence. Em bom português, o efeito HALO se refere às empresas repletas de ativos físicos e com baixa obsolescência diante dos avanços tecnológicos provocados pela IA.
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Acabou que os investidores globais se deram conta de que, no Brasil, boa parte das nossas empresas justamente se adequam perfeitamente a uma estratégia 100% HALO, ou seja, negócios físicos caros, difíceis de replicar e menos expostos à obsolescência tecnológica.
Daí não demorou muito para que os analistas do
Santander Brasil (SANB11) criassem carteira de ações sob o efeito HALO só com empresas do nosso
Ibovespa, acreditando que a procura global por negócios resilientes à IA irá beneficiar em cheio a bolsa de valores brasileira, algo que já vem ocorrendo
diante dos recordes recentes.
“A pergunta deixou de ser quem se beneficia da IA, e passou a ser quem pode ser ‘disruptado’ por ela. Os investidores agora estão testando a sobrevivência e a durabilidade das vantagens competitivas. Já vemos sinais iniciais de uma rotação do digital para o físico”, aponta a equipe do Santander Brasil, liderada por Aline Cardoso.
O banco selecionou 10
empresas brasileiras que mais ostentam atributos que superam o medo da IA, ao combinarem alta base de ativos tangíveis, baixa obsolescência, momento operacional e “valuations” com potencial de ganhos. A
Orizon Valorização de Resíduos S.A. (ORVR3) é um dos nomes, com seu negócio de transformar lixo em energia renovável.
Carteira HALO com 10 ações brasileiras