Oriente Médio sem desfecho faz Ibovespa voltar aos 176 mil pontos

Minerva e Qualicorp escapam das perdas em dia negativo para o mercado, mas Braskem e Casas Bahia sangram.

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Publicado em 26/05/2026 às 18:08h Publicado em 26/05/2026 às 18:08h por Wesley Santana
Bolsa de valores recua depois de resultado positiva da véspera (Imagem: Shutterstuck)
Bolsa de valores recua depois de resultado positiva da véspera (Imagem: Shutterstuck)

O principal indicador da bolsa de valores brasileira terminou esta terça-feira (26) com queda de 0,7%. Segundo dados da B3, o Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão aos 176,5 mil pontos.

No radar dos investidores ao longo do dia estavam as negociações por um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Depois de avançarem nos últimos dias, o governo de Teerã resolveu retaliar Washington depois de ver parte do seu território atacado, conforme destacou por meio de nota oficial.

Com isso, a cotação do dólar também ganhou valorização no pregão, crescendo 0,2% na comparação com o real. A moeda norte-americana fechou o dia em R$ 5,02, de acordo com dados do Banco Central, enquanto o euro cresceu 0,1% e foi a R$ 5,84.

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Como foi o desempenho das ações?

A principal responsável pela performance do Ibovespa foi a Braskem (BRKM5), que perdeu quase 6% do seu valor de mercado. Parte dos analistas diz que a empresa está corrigindo o preço de suas ações depois de fortes altas nas últimas semanas.

Outra ação que performou no campo negativo foi a Casas Bahia (BHIA3), que caiu na mesma proporção. As ações da varejista hoje operam na faixa de R$ 1,30, bem próximas de se tornarem uma penny stock.

Outras diversas empresas entregaram resultado negativo no dia, puxando o indicador para baixo. O pódio fica completo com a LWSA (LWSA3), que caiu 5% e encerrou o dia com as ações precificadas em R$ 3,60.

No campo positivo do IBOV, o destaque fica com a Minerva (BEEF3), que avançou 2,6% para acima de R$ 3,90. O frigorífico também passou por correção depois de ver o Itaú BBA cortar a recomendação para seus papéis.

Na sequência, o melhor desempenho ficou a cargo da Qualicorp (QUAL3), que avançou 2,2%, voltando ao patamar de R$ 1,80. A Méliuz (CASH3) também teve um dia mais animado, crescendo 2% e chegando a R$ 4,30.

E no exterior?

As bolsas dos EUA também sentiram o peso do conflito no Oriente Médio ao longo do dia, mas terminaram o pregão no campo positivo. A Nasdaq Composite conseguiu valorização superior a 1%, enquanto a NYSE Composite avançou cerca de 0,3%.

Entre os destaques dos EUA, estiveram as ações da Micron Technology, que avançaram mais de 20%. Com isso, a companhia ultrapassou US$ 1 trilhão em valor de mercado pela primeira vez na história.