Oi (OIBR3) diz que caixa pode cair para R$ 19,6 milhões; veja

De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável.

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Publicado em 10/07/2026 às 08:56h Publicado em 10/07/2026 às 08:56h por Elanny Vlaxio
O comunicado foi divulgado na quinta-feira (9) (Imagem: Shutterstock)
O comunicado foi divulgado na quinta-feira (9) (Imagem: Shutterstock)
A Oi (OIBR3) informou ao mercado que sua disponibilidade de caixa pode recuar de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões até o fim de julho de 2026, cenário que coloca em risco a continuidade operacional da companhia a partir de 1º de agosto. 
A informação foi divulgada em meio ao processo de recuperação judicial do grupo e ao agravamento de sua situação financeira. De acordo com a manifestação, essa redução poderá tornar a operação da empresa financeiramente insustentável do ponto de vista da continuidade operacional a partir do início de agosto de 2026.
O fato relevante explica que a atualização ocorre após a suspensão do julgamento dos agravos de instrumento apresentados pelo Itaú Unibanco e pelo Banco Bradesco. Os recursos contestam a decisão da 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro, que, em novembro de 2025, converteu a recuperação judicial da Oi e de suas subsidiárias.
O julgamento foi interrompido após pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Júnior, ocorrido em 30 de junho de 2026. Diante dessa paralisação, o Gestor Judicial protocolou novas manifestações com informações atualizadas sobre a situação econômico-financeira do Grupo Oi, destacando o agravamento do estado de insolvência da companhia.
O alerta sobre o caixa da companhia ocorre em um momento de crescente incerteza em torno do processo de liquidação dos ativos da Oi. Poucos dias antes, a empresa informou que a Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a venda de sua participação na V.tal, operação avaliada em R$ 4,5 bilhões.
Em decisão preliminar, o magistrado apontou que o valor oferecido pela participação na V.tal poderia ser insuficiente diante da relevância do ativo para o Grupo Oi, destacando que uma alienação por preço inferior ao previsto no plano de recuperação judicial poderia causar prejuízos tanto à companhia quanto aos credores.
Vale citar que a Oi segue em recuperação judicial e registrou prejuízo líquido de R$ 835 milhões no 2° trimestre de 2025. O resultado foi impactado principalmente pela redução do faturamento após a venda das operações de banda larga e TV por assinatura, além do peso das despesas financeiras ligadas à dívida.