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Oi (OIBR3) informou ao mercado que o investidor Victor Adler e pessoas a ele vinculadas reduziram sua participação acionária na companhia. Após a operação de alienação, o grupo passou a deter cerca de 7,74% das ações preferenciais de emissão da empresa, equivalente a aproximadamente 0,04% do capital social total.
De acordo com a comunicação enviada à empresa, Adler e pessoas vinculadas passaram a possuir 122 mil ações preferenciais da Oi, participação que corresponde aos 7,74% das ações dessa classe atualmente detidas pelo grupo. O investidor também informou que a redução da participação não tem como objetivo alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.
Além disso, declarou que, além da posição mencionada, não detém outros valores mobiliários da Oi nem possui exposição a operações com derivativos referenciados em ações da empresa, sejam elas de liquidação física ou financeira, ou operações de empréstimo de ações.
Adler ainda afirmou ainda que não celebrou acordos ou contratos que regulem o exercício do direito de voto das ações de emissão da companhia. Também disse não ser parte nem beneficiário de negócios jurídicos relacionados à aquisição ou alienação de valores mobiliários da Oi.
O último trimestre divulgado pela Oi
Lembrando que o último balanço divulgado pela Oi foi referente ao segundo trimestre de 2025, período em que a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 835 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impactado principalmente pela redução do faturamento após a venda das operações de banda larga e TV por assinatura, além do peso das despesas financeiras ligadas à dívida.
Entre abril e junho de 2025, a receita líquida somou R$ 714 milhões, queda de 66,7% na comparação anual. Já o Ebitda, indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ficou negativo em R$ 91 milhões, ampliando em 8,6% a perda operacional frente ao mesmo período do ano anterior.
A retração também apareceu nas receitas de serviços considerados legados, como chamadas de voz, que totalizaram R$ 74 milhões, baixa de 66,5% em relação ao ano anterior, refletindo a menor demanda nesse segmento. Do lado das despesas, a companhia reportou custos e despesas operacionais de R$ 804 milhões no trimestre, uma redução de 63,9%