A AFA (Associação do Futebol Argentino) é alvo de uma investigação conduzida pelo FBI sobre movimentações financeiras realizadas nos Estados Unidos. Em meio ao avanço das investigações, a Associação do Futebol Argentino afirmou que mantém o princípio da presunção de inocência.
A apuração, que ganhou força em 2025 durante a Copa do Mundo disputada no país, busca esclarecer possíveis irregularidades em operações que, segundo o jornal argentino La Nación, somam centenas de milhões de dólares e podem envolver crimes como fraude e lavagem de dinheiro.
As autoridades investigam se recursos movimentados pela AFA tiveram origem, destino ou finalidade incompatíveis com as operações oficialmente declaradas. O foco das investigações está nas operações realizadas durante a gestão de Claudio "Chiqui" Tapia e Pablo Toviggino à frente da entidade.
Os investigadores também analisam a atuação da TourProdEnter LLC, empresa que teria administrado contratos comerciais da federação argentina no exterior.
De acordo com o La Nación, a TourProdEnter LLC, ligada ao produtor teatral Javier Faroni e à sua esposa, Erica Gillette, teria movimentado ao menos US$ 260 milhões em receitas relacionadas à AFA.
Desse total, cerca de US$ 57 milhões teriam sido distribuídos entre empresas e beneficiários cuja justificativa econômica ainda está sendo analisada pelas autoridades americanas.
A investigação avançou com a coleta de depoimentos de pessoas ligadas à administração da AFA. Segundo a publicação argentina, o encontro teve duração aproximada de três horas e reuniu promotores e agentes do FBI sediados em Washington e Miami.
Além dos atuais e antigos dirigentes da entidade, os investigadores pretendem ouvir ex-integrantes do governo argentino que tiveram acesso a informações sobre a administração da federação ou acompanharam suas operações nos últimos anos, buscando ampliar o conjunto de elementos analisados.