O Brasil deu um passo relevante nesta quarta-feira (8) no cerco à influência das empresas de apostas de quota fixa, as chamadas Bets, as quais terão de repassar 3% de suas arrecadações totais diretamente ao Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-fim da Polícia Federal (Funapol).
Afinal de contas, os senadores aprovaram em votação simbólica hoje a Medida Provisória de autoria do governo Lula, que determina a transferência de montanhas de dinheiro capturadas pelas Bets da população brasileira para o custeio de operações de inteligência da Polícia Federal (PF) no combate ao crime organizado.
O texto, que agora só depende da aprovação do presidente da República, também prevê que parte do dinheiro repassado pelas casas de apostas esportivas e jogos online à PF sirva para cobrir os auxílios-saúde dos policiais federais.
Todavia, vale citar que a nova regra dos 3% sobre a arrecadação das Bets se dará de maneira gradual até 2028. Na prática, o desembolso das casas de apostas em 2026 será de apenas 1%. Em 2027, a cobrança atingirá 2% da arrecadação.
Tal Medida Provisória que mexe com o cartel das Bets no Brasil, conglomerado que deve movimentar R$ 40 bilhões só neste ano de
Copa do Mundo, conforme estimativas da empresa de tecnologia esportiva Sportradar, coincide com as vésperas das eleições presidenciais.
Espera-se que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve tentar a reeleição, utilize a aprovação da Medida Provisória sobre as Bets como vitrine política em sua agenda de segurança pública e combate ao crime, pautas geralmente negligenciadas pelo espectro mais à esquerda.
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pesquisa eleitoral Meio/Ideia aponta que o petista lidera as intenções de voto no 1º turno, com 40,4%, bem acima dos 32% angariados pelo senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL/Rio de Janeiro).