EUA aprovam fusão entre Paramount e Warner; veja os próximos passos do negócio
Fusão cria um dos maiores grupos de mídia do mundo, por isso ainda precisa de mais aprovações.
Depois de uma longa insistência, a Paramount (PSKY34) conseguiu fazer uma oferta que fosse suficiente para alegrar os controladores da Warner (W1BD34). Desta forma, a empresa deve assinar para comprar os ativos dos estúdios de TV e cinema.
O valor ficou acima do oferecido pela Netflix (NFLX34), que resolveu não igualar a oferta. Desta forma, o maior streaming do mundo deixa a fila de interessados pela empresa que tornou famosas as franquias de Harry Potter, Game of Thrones e O Senhor dos Anéis.
“Sempre fomos disciplinados e, pelo preço necessário para igualar a oferta mais recente da Paramount Skydance, o negócio deixou de ser financeiramente atraente, por isso estamos optando por não igualar a proposta”, disseram os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, em comunicado. “Essa transação sempre foi algo ‘bom de ter’ pelo preço certo”, esclareceram.
Pelo acordo, a Paramount vai pagar US$ 31 por ação, o que representa um total de US$ 110 bilhões. Além disso, concordou em pagar US$ 7 bilhões para a compradora, caso os órgãos reguladores barrassem o M&A.
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Diferente do acordo com a Netflix, a oferta da Paramount engloba todos os ativos que compõe a Warner, dos estúdios de produção aos canais de televisão. Diante disso, quando em vigor, o contrato prevê a transferência da totalidade do grupo empresarial ao novo dono.
A vitória é da Paramount que conseguiu comprar um ativo importante, mas também do presidente Donald Trump que praticamente participou das negociações. Seu genro, inclusive, esteve envolvido na oferta, mostrando que a família tem não só interesse político como financeiro em torno do negócio.
O chefe da Casa Branca havia feito comentários sobre a transação com a Netflix, que dificilmente seria aprovada pelos órgãos reguladores caso avançasse. Já com a Paramount, a aprovação deve ser rápida, sendo que há quem projete uma autorização ainda neste ano.
Agora, a preocupação dos investidores ronda sobre o jornalismo da CNN que é parte do acordo de compra. O canal de notícias já foi duramente atacado por Trump e agora pode perder independência editorial neste novo momento, conforme destacam observadores do setor de mídia.
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