'Não estou levando dinheiro do Neymar’, diz Eduardo Bolsonaro sobre PEC das Praias

Proposta tramita no Congresso Nacional e sofre críticas de ambientalistas

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Publicado em 05/06/2024 às 16:54h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h Publicado em 05/06/2024 às 16:54h Atualizado em 11/09/2025 às 16:03h por Wesley Santana

Apelidada de PEC das Praias, a proposta de mudança dos "terrenos de marinha" continua sendo um dos assuntos mais discutido entre os políticos e nas redes sociais. Nesta quarta-feira (5), em entrevista ao O Globo, o senador Eduardo Bolsonaro destacou sua posição sobre o assunto e disse: “não estou levando dinheiro do Neymar”.

🏖️ A afirmação vem depois que o jogador de futebol trocou farpas publicamente com a atriz Luana Piovani, que o acusou de ter interesses financeiros na aprovação do texto. Isso porque Neymar fechou uma parceria com a DUE Incorporadora para construir um empreendimento à beira-mar, apelidado de Caribe brasileiro”, um resort entre os estados de Pernambuco e Alagoas que seria beneficiado caso a PEC fosse aprovada no Senado.

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“Não tenho interesse pessoal nisso, não sou proprietário de área beneficiada, não estou levando dinheiro do Neymar nem do empreendimento que ele fará”, disse Bolsonaro ao jornal. “Isso é narrativa. Quero desconstruir a fake news de privatização das praias”, completou.

A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora está em análise do Senado Federal, onde Eduardo atua como relator. Em sua análise, a mudança tem o objetivo de dar segurança jurídica para que as pessoas possam ser proprietárias dos terrenos hoje controlados pela União, mas que não se trata de uma privatização.

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“Estou botando na PEC um texto para repetir o que está na legislação sobre praias: que ela é um bem comum, de uso público e de acesso irrestrito a todos os brasileiros. Vou fazer isso para ficar bem claro, mesmo sendo redundante”, argumentou.

A opinião do senador vai na contramão do que indica ambientalistas, que temem uma abertura para a criação de praias privadas e da promoção de riscos para a biodiversidade brasileira. Por isso, muitos dos que defende a derrubada da proposta classificam essa como uma privatização das praias.

A Marinha também se manifestou sobre o assunto, dizendo que essas áreas são essenciais para a soberania nacional.

“São pilares essenciais para a defesa da soberania nacional, o desenvolvimento econômico e a proteção do meio ambiente, tendo em vista a diversidade de ecossistemas, a importância das atividades econômicas relacionadas aos ambientes marinho e fluviolacustre, além da necessária proteção de 8.500 km de litoral, a partir do adequado preparo e emprego da MB em nossa Amazônia Azul", disse o órgão militar por meio de nota.

Nesta linha, Bolsonaro admite que não houve debate necessário para a tramitação do projeto no Congresso. “Não é que estivesse mal redigido, acho que talvez não teve o debate adequado na Câmara. A PEC teve quase 400 votos dos deputados em 2022, mas não houve muita discussão. Por isso é bom, sim, que tenha audiência pública”, finalizou.