Musk quer unir Tesla e SpaceX, mas acionistas podem barrar fusão

Negócio de US$ 3,5 trilhões depende do aval dos investidores das duas empresas.

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Publicado em 27/10/2026 às 16:33h Publicado em 27/10/2026 às 16:33h por Wesley Santana
Musk tem participações nas duas empresas que foram fundadas por ele mesmo (Imagem: Shutterstock)
Musk tem participações nas duas empresas que foram fundadas por ele mesmo (Imagem: Shutterstock)

Na semana passada, Elon Musk afirmou que estava estudando uma fusão da Tesla (TSLA34) com a SpaceX (SPCX34). Ambas as companhias teriam criado comitês especiais para avaliar a viabilidade do negócio.

Segundo o empresário, as duas marcas possuem diversas sinergias, que poderiam otimizar suas operações se estivessem fundidas. Ele, porém, destacou que não participou de nenhum dos dois comitês, já que isso poderia configurar conflito de interesses.

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O fato é que a fusão poderia criar uma gigante do mundo da tecnologia. As duas empresas somadas teriam US$ 3,5 trilhões, com possibilidade de se tornar a terceira ou a quarta maior empresa do mundo em valor de mercado.

Analistas já até fizeram projeções de quanto valeriam as ações da companhia em caso de fusão. Segundo a Yorkville, cada papel pode ser precificado em US$ 500.

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Para parte do mercado, esse eventual acordo já é dado como certo, tendo como prazo final o fim do ano que vem. No entanto, os próprios acionistas podem ser uma pedra no sapato de Musk e das diretorias.

Para que o negócio avance, é necessário que ao menos 50% dos sócios de cada empresa deem o aval. Diante disso, para garantir a operação, será preciso convencer muita gente de que vale a pena seguir com o M&A.

O maior interessado pelo negócio é o próprio Musk, que tem participações diferentes. Enquanto mantém 85% do poder de voto na SpaceX, o total cai para apenas 20% na Tesla.

“É uma estranha dança kabuki em que dois grupos de pessoas estão conversando e eu não posso participar da conversa”, disse Musk. “Essa é definitivamente o tipo de questão em que me sinto como se estivesse dançando sapateado em um campo minado”, destacou ele.

Há a expectativa de que seja oferecido algum prêmio por ação para que os acionistas com poder de voto sejam convencidos. “Com um prêmio zero, provavelmente haveria alguma resistência, mas com um prêmio de 20%, 30% ou 40%, não acho que haveria nenhuma”, destaca Nejat Seyhun, professor de finanças da Ross School of Business da Universidade de Michigan.