Moura Dubeux (MDNE3) registra queda nas vendas e lançamentos no 2T26; veja

Durante o período, a Moura Dubeux concluiu a entrega de dois empreendimentos.

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Publicado em 07/07/2026 às 13:58h Publicado em 07/07/2026 às 13:58h por Elanny Vlaxio
O banco de terrenos permaneceu como um dos principais ativos da companhia (Imagem: Shutterstock)
O banco de terrenos permaneceu como um dos principais ativos da companhia (Imagem: Shutterstock)
A Moura Dubeux (MDNE3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com redução nos lançamentos e nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do desempenho mais fraco nos indicadores comerciais, a incorporadora manteve geração positiva de caixa, realizou entregas de empreendimentos e preservou um robusto banco de terrenos.
Os números divulgados na prévia operacional mostram que a companhia registrou desaceleração tanto no volume de novos projetos lançados quanto nas vendas contratadas durante o trimestre. Ainda assim, a empresa destacou que manteve um ritmo na comercialização de seu portfólio, refletido no indicador de velocidade de vendas, que alcançou 24% no trimestre.
Durante o período, a Moura Dubeux concluiu a entrega de dois empreendimentos, sendo um desenvolvido pelo regime de incorporação e outro pelo modelo de condomínio. Juntos, os projetos somaram Valor Geral de Vendas bruto de R$ 203 milhões e VGV líquido de R$ 197 milhões. Os empreendimentos entregues foram o Mirat Martins de Sá, em Salvador (BA).
Na gestão financeira, a companhia registrou geração de caixa de R$ 28,2 milhões entre abril e junho. Além disso, em junho de 2026, realizou pela primeira vez uma operação de antecipação de R$ 153 milhões em recebíveis provenientes do fee de comercialização de terrenos por meio de cessão de recebíveis. Segundo a empresa, trata-se de um crédito totalmente performado e sem risco de execução.
O banco de terrenos permaneceu como um dos principais ativos da companhia. Ao fim do trimestre, a Moura Dubeux contabilizava 60 terrenos, com potencial de desenvolvimento estimado em R$ 11,8 bilhões em Valor Geral de Vendas bruto. A maior parte desse portfólio está concentrada em operações realizadas por permuta física (63%), seguida por aquisições em caixa (23%) e permuta financeira (14%).
Antes da divulgação da prévia operacional, a Moura Dubeux anunciou, no fim de junho, a criação de um programa de recompra de até 1,36 milhão de ações ordinárias de emissão própria. A iniciativa poderá abranger aproximadamente 2% dos papéis em circulação no mercado e terá prazo de até 18 meses para execução. 
Segundo a companhia, o objetivo é maximizar a geração de valor aos acionistas, utilizando recursos disponíveis para aquisição de ações quando entender que os preços praticados no mercado não refletem o valor potencial da empresa.