Follow-ons ganham força na B3; entenda por que empresas buscam mais capital

Com o crédito mais caro, companhias recorrem ao mercado para reforçar o caixa e reduzir o endividamento.

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Publicado em 07/07/2026 às 14:36h Publicado em 07/07/2026 às 14:36h por Wesley Santana
Isa Energia é uma das companhias que optaram por aumentar capital (Imagem: Divulgação)
Isa Energia é uma das companhias que optaram por aumentar capital (Imagem: Divulgação)

Nas últimas semanas, diversas empresas anunciaram planos de emitir novas ações para seus acionistas. O caso mais emblemático é o da Engie (ENGI3), que quer levantar mais de R$ 10 bilhões no mercado.

Outro caso é o da Isa Energia (ISAE3), que anunciou uma potencial operação de R$ 650 milhões. A empresa já contratou o BTG Pactual para coordenar a oferta, que deve sair em algumas semanas.

Uma terceira é a Aegea, que quer levantar até R$ 2,1 bilhões com investidores. Como não está listada na B3, a empresa já está discutindo com sua acionista Itaúsa (ITSA4) uma forma de elevar sua participação no negócio.

O movimento acontece em um momento em que novas empresas não chegam ao balcão da bolsa brasileira. No entanto, mostra que existe interesse do mercado por teses já consolidadas.

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O head de renda variável Flávio Conde, da Levante Investimentos, comenta que todas essas empresas estão com um índice de endividamento alto. Diante disso, têm que captar recursos no mercado para cobrir parte dos débitos, mas o cenário para a emissão de dívidas não é o melhor.

”O custo da dívida está muito alto, porque hoje se toma dinheiro a CDI+3%. Considerando que a Selic está em 14%, resulta em 17% ao ano, então fica menos caro emitir ações”, explica. “Além disso, existe muito apetite do mercado para comprar ações de empresas brasileiras, especialmente dos setores de infraestrutura, saneamento e telecomunicações”.

É neste contexto que a Aegea se destaca, considerando o tamanho do portfólio de ativos que a companhia tem pelo país. “A demanda é muito maior por empresas já conhecidas do que por companhias que ainda precisam provar a que vieram. Não existe tanta demanda para IPO, mas há para follow-on”, complementa.