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Meta Platforms (M1TA34), dona das redes sociais Facebook, Instagram e WhatsApp, até reportou lucro líquido de US$ 15,8 bilhões no segundo trimestre do ano (2T26), embora represente um recuo de -14% em relação ao mesmo período de 2025. Mas nem foi a lucratividade a principal preocupação dos investidores diante dos resultados.
Não pegou nada bem para a empresa fundada por Mark Zuckerberg o derretimento do seu fluxo de caixa, do montante de US$ 8,55 bilhões há 12 meses, para o saldo modesto de US$ 784 milhões no 2T26, como consequência direta dos gastos exorbitantes em projetos ligados à
inteligência artificial (IA).
Tanto que as ações da Meta Platforms negociadas na bolsa americana, sob o ticker (
META), escorregavam quase -9% no pregão estendido em Wall Street, valendo US$ 540 cada, por volta das 19h45 (horário de Brasília).
Ao mesmo tempo, a empresa precisou estreitar o seu guidance (projeção financeira) para gastos de capitais no acumulado de 2026, que agora passa a ser entre US$ 130 bilhões e US$ 145 bilhões, ante à meta anterior entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.
Outro ponto que desagradou bastante os analistas foi a expectativa de receitas totais entregue pela Meta Platforms, no ponto de equilíbrio de US$ 62,5 bilhões no terceiro trimestre, enquanto os agentes em Wall Street precificam o saldo de US$ 63,1 bilhões.
Aliás, por pouco, a gigante de tecnologia conseguiu superar a estimativa de receita consolidada de US$ 60,1 bilhões no 2T26, entregando efetivamente US$ 60,8 bilhões. Pesa contra a Meta Platforms a ausência de negócios em armazenamentos de dados em nuvem relevantes como os seus pares no seleto grupo das Sete Magníficas (
ETF MAGS).