Méliuz (CASH3) registra lucro ajustado de R$ 9,7 mi no 2T26 e aprova recompra de ações

O Ebitda ajustado chegou a R$ 109,6 milhões nos últimos 12 meses, crescimento de 74%.

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Publicado em 06/08/2026 às 08:33h Publicado em 06/08/2026 às 08:33h por Elanny Vlaxio
A iniciativa faz parte da estratégia de alocação de capital da empresa (Imagem: Shutterstock)
A iniciativa faz parte da estratégia de alocação de capital da empresa (Imagem: Shutterstock)
O Méliuz (CASH3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 9,7 milhões e anunciou um novo programa de recompra de ações, que poderá alcançar até 8.105.834 papéis ordinários, equivalentes a 10% do free float da companhia.
A iniciativa faz parte da estratégia de alocação de capital da empresa, que também ampliou sua política de tesouraria em Bitcoin.
A aprovação do novo programa ocorreu após o encerramento da recompra iniciada em outubro de 2025. Segundo a companhia, foram adquiridas 9.131.725 ações ordinárias, posteriormente canceladas, reduzindo em 8,1% o número de ações em circulação.
Com isso, os acionistas que permaneceram na base desde o início da operação tiveram um ganho de representatividade de 8,46%, percentual que também corresponde ao chamado Bitcoin Yield obtido no período.
De acordo com o Méliuz, a decisão de iniciar uma nova recompra está baseada na avaliação de que as ações continuam sendo negociadas abaixo de seu valor intrínseco.
A companhia também destacou o desempenho operacional recente, com Ebitda ajustado de R$ 109,6 milhões nos últimos 12 meses, crescimento de 74% em relação ao período anterior, além da posição financeira de R$ 258,8 milhões em ativos líquidos, composta por caixa e Bitcoin.
O programa terá duração de 18 meses, entre 5 de agosto de 2026 e 5 de fevereiro de 2028. Inicialmente, a execução deverá ocorrer por meio de contratos de derivativos com liquidação exclusivamente financeira, embora a companhia possa utilizar outras modalidades de aquisição previstas na regulamentação. 
Segundo a empresa, a recompra tem como principal objetivo maximizar a geração de valor aos acionistas por meio de uma gestão mais eficiente da alocação de capital.
As ações adquiridas poderão permanecer em tesouraria, ser posteriormente alienadas ou canceladas, além de serem utilizadas em planos de remuneração baseados em ações ou em operações de aquisição de participações societárias.
Além disso, o Méliuz anunciou a ampliação de sua estratégia de tesouraria em Bitcoin. A companhia informou que pretende adotar uma gestão mais flexível de seus recursos, podendo utilizar caixa, ativos em Bitcoin e instrumentos financeiros relacionados para apoiar programas de recompra, otimizar a estrutura de capital ou ampliar sua exposição à criptomoeda.