21 ações que pagarão mais dividendos em 2025, segundo BTG Pactual
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
A Bolsa deve ter mais uma semana movimentada pela frente, pois os próximos dias prometem uma série de dados econômicos e sinalizações políticas com potencial de afetar as expectativas dos investidores.
💲 No campo econômico, a expectativa é por pistas sobre o rumo da Selic. Afinal, a semana trará a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), a prévia da inflação e uma entrevista do presidente do BC (Banco Central), Gabriel Galípolo.
Já no campo político, os olhos se voltam para as promessas de campanha e as pesquisas eleitorais sobre a disputa pela presidência da República, mas a crise do STF (Supremo Tribunal Federal) segue no radar.
O mercado também acompanha a viagem do presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Nova York. Ele vai discursar na abertura da Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, onde pode se encontrar novamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O que está certo, porém, é que Trump vai receber o presidente da China, Xi Jinping, para tratar da relação comercial entre os países e do desenvolvimento da IA (Inteligência Artificial). É esperada, inclusive, a presença de executivos das principais empresas americanas de IA no jantar que Trump deve oferecer a Xi.
Como de costume, a agenda do mercado começa com a publicação do Boletim Focus, na segunda-feira (21). Já na terça-feira (22), será divulgada a ata da última reunião do Copom.
🏦 O Copom cortou a Selic de 14,00% para 13,75% ao ano na última quarta-feira (16), mas não deu pistas sobre os próximos movimentos de juros. Por isso, o mercado espera a ata para ter mais detalhes da decisão e tentar traçar o rumo da Selic.
Mais informações nesse sentido podem vir na quinta-feira (24), quando o Banco Central atualiza as suas projeções para a economia brasileira por meio do Relatório de Política Monetária.
A publicação do relatório é seguida por uma entrevista do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que não deve escapar de perguntas sobre os juros.
Para fechar a semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publica na sexta-feira (15) a prévia da inflação de setembro.
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) deve mostrar se a inflação brasileira segue perdendo força, o que pode abrir espaço para novos cortes de juros, segundo analistas.
A decisão do governo federal de reajustar o Bolsa Família na reta final da campanha eleitoral mexeu com os mercados na semana passada. Por isso, os analistas redobraram a atenção para as promessas de campanha dos presidenciáveis e os seus impactos fiscais e econômicos.
🗳️ Além disso, o mercado segue de olho nas pesquisas de intenção de voto para presidente, que recentemente mostraram uma subida de Flávio Bolsonaro (PL).
Uma nova bateria de pesquisas será divulgada nesta semana e deve mostrar se essa tendência continua: BTG Pactual/Nexus e Quaest na segunda-feira (21), AtlasIntel/Bloomberg na quarta-feira (23), Datafolha e Real Big Data na quinta-feira (24).
No STF, não estão previstos novos debates sobre o processo do Banco Master. Porém, a crise continua, sobretudo porque um vídeo que mostra o ministro Alexandre de Moraes saindo de um jatinho ligado a Daniel Vorcaro veio à tona neste domingo (20).
De toda forma, o plenário do STF deve voltar a se reunir na próxima terça-feira (22) para discutir outro tema polêmico: as emendas parlamentares.
O presidente Lula embarcou para Nova York neste domingo (20), para participar da Assembleia Geral da ONU na próxima terça-feira (22).
🎤 Como é tradição, o chefe de Estado brasileiro é o primeiro a discursar no evento, seguido pelo presidente americano.
Foi entre um discurso e outro que Lula e Trump se encontraram no ano passado, abrindo espaço para uma rodada formal de negociações sobre o tarifaço americano.
A expectativa é que um novo encontro informal possa acontecer neste ano. Mas, desta vez, a lista de assuntos pendentes entre os dois países é maior.
Os Estados Unidos acusaram o Brasil de falhar no combate a facções criminosas recentemente, citando o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). Já a Abin (Agência Brasileira de Inteligência) fez um alerta sobre a possibilidade de influência americana nas eleições brasileiras. Além disso, Lula disse que era preciso proteger os minerais críticos e o petróleo brasileiro dos americanos.
O presidente reforçou o discurso de soberania ao embarcar para Nova York, indicando que este deve ser um dos temas do seu discurso.
"Somos um país soberano, de economia forte e que cuida da sua população e das suas riquezas. Que respeita todo mundo e exige respeito. E que defende a paz e o diálogo entre as nações. É este o Brasil que estará presente, terça-feira, na abertura na ONU", escreveu Lula no X.
Lula ainda confirmou para segunda-feira (21) uma agenda com o prefeito de Nova York, o socialista democrata Zohran Mamdani, opositor político de Trump.
Depois da Assembleia Geral da ONU, Trump volta a Washington para receber Xi Jinping.
🤝 Depois de algumas cerimônias e reuniões bilaterais, o presidente americano vai oferecer um jantar de Estado ao líder chinês. Na lista de convidados, estão alguns dos empresários mais influentes do mercado de tecnologia americano.
Entre eles, Elon Musk, da SpaceX (SPCX34) e da Tesla (TSLA34); Jensen Huang, da Nvidia (NVDC34); Jeff Bezos, da Amazon (AMZO34); Tim Cook, da Apple (AAPL34); Sundar Pichai, da Alphabet (GOGL34); e Sam Altman, da OpenAI.
Nos últimos dias, Trump se posicionou contra o pedido de alguns líderes do setor de desacelerar o ritmo de desenvolvimento da IA, alegando que o movimento poderia favorecer o domínio chinês no setor.
Neste final de semana, o americano ainda anunciou a criação de uma força-tarefa para acelerar o desenvolvimento da tecnologia, que será liderada pelo "czar da IA".
Portanto, a expectativa é que o assunto que mexeu com os mercados nas últimas semanas volte à pauta a partir da reunião entre os chefes das duas maiores potências do mundo.
Ao mesmo tempo, seguem as negociações para tentar pôr fim à guerra entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio, o que pode causar novas oscilações nos preços do petróleo e nas apostas de juros mundiais.
Veja a lista de companhias brasileiras que podem garantir uma boa renda passiva
Metal precioso se valoriza quase +30% no ano, ao passo que o dólar tem a maior queda anual desde 2016.