Lula tem 44% contra 38% de Flávio no 2º turno, diz Quaest

No 1º turno, a pesquisa indica que Lula segue à frente com 39% das intenções de voto.

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Publicado em 10/06/2026 às 09:08h Publicado em 10/06/2026 às 09:08h por Elanny Vlaxio
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho (Imagem: Shutterstock)
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho (Imagem: Shutterstock)
A nova pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança em um eventual 2º turno da eleição presidencial de 2026 contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No cenário testado pelo instituto, Lula aparece com 44% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 38%.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Cenários de 1º turno

Além das simulações de segundo turno, a pesquisa também avaliou diferentes cenários para a disputa presidencial no primeiro turno. Os resultados indicam que Lula segue à frente com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 29%.
Na sequência, aparecem o fundador do MBL, Renan Santos (Missão), e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3% das intenções de voto. Já o deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador Romeu Zema (Novo) registram 2% cada. Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula somava 39%, enquanto Flávio Bolsonaro aparecia com 33%. 

Aprovação do governo segue em empate técnico

A pesquisa também mediu a avaliação da administração federal. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 47% afirmam aprová-lo. Outros 5% não souberam responder ou preferiram não opinar. Como a diferença está dentro da margem de erro, o resultado configura empate técnico.
Na comparação com a rodada anterior da pesquisa, a desaprovação recuou um ponto percentual, enquanto a aprovação avançou um ponto. As oscilações, contudo, permanecem dentro da margem de erro do levantamento.

Avaliação da gestão

Ainda segundo a pesquisa, 48% dos entrevistados desaprovam o governo Lula, enquanto 47% aprovam. 
Os dados indicam um empate técnico e mostram uma redução gradual da diferença entre aprovação e desaprovação ao longo dos últimos meses. Em abril, a distância entre os dois índices era de nove pontos percentuais. Em maio, caiu para três pontos e, agora, chegou a apenas um.
Na rodada anterior da pesquisa, 49% dos entrevistados declaravam desaprovar o governo, enquanto 46% manifestavam aprovação à gestão do presidente. De acordo com a Quaest, caiu a parcela de eleitores que afirma ter sido mais exposta a notícias negativas sobre o governo. Esse grupo representa atualmente 40% dos entrevistados, ante 48% em abril e 43% em maio.
Ao mesmo tempo, cresceu o número de pessoas que relatam ter acompanhado mais notícias positivas relacionadas à gestão federal. O percentual avançou para 34%, após registrar 23% em abril e 32% na pesquisa divulgada em maio.
Os números da pesquisa de junho:
  • Desaprova o governo: 48% (eram 49% em maio, 52% em abril e 51% em março);
  • Aprova: 47% (eram 46% em maio, 43% em abril e 44% em março);
  • Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em maio, 5% em abril e 5% em março).

Flávio e Daniel Vorcaro

A pesquisa também indica que a relação entre o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro é vista com desconfiança por parte significativa dos eleitores. Segundo o levantamento, 60% dos entrevistados afirmam que a proximidade entre os dois levanta suspeitas, enquanto o episódio também gerou avaliações negativas sobre a conduta do parlamentar.
De acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados avaliam que Flávio Bolsonaro errou ao pedir dinheiro emprestado a Daniel Vorcaro.  Quando questionados sobre a relação entre o senador e o controlador do banco Master, 60% responderam que a proximidade levanta suspeitas. Por outro lado, 19% afirmaram não enxergar problemas na ligação entre ambos, enquanto 21% não souberam opinar.