Lula defende responsabilidade fiscal, mas diz não se preocupar com dívida do Brasil

Presidente também rejeitou a privatização dos Correios e afirmou que pretende recuperar a empresa.

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Publicado em 28/08/2026 às 10:15h Publicado em 28/08/2026 às 10:15h por Wesley Santana
Lula tenta se reeleger para seu quarto mandato como presidente do Brasil (Imagem: Shutterstock)
Lula tenta se reeleger para seu quarto mandato como presidente do Brasil (Imagem: Shutterstock)

Em entrevista à TV Globo, na noite desta sexta-feira (28), o presidente Lula fez um panorama de seu terceiro governo, que chega ao fim. Ele foi questionado sobre a trajetória da dívida pública no Brasil, que alcançou a faixa de 81,9% do PIB no final de julho.

O presidente apontou que seu governo tem responsabilidade fiscal, mas disse que não se preocupa com a dívida pública. “A mim não preocupa a dívida pública. Eu herdei esse governo com déficit fiscal de 2,8% (do PIB). Sabe quanto vai ser esse ano? Superávit primário de 0,1% (do PIB). Se tem alguém nesse País que tem responsabilidade fiscal sou eu”, afirmou.

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“Se tem uma coisa que baliza minha vida se chama responsabilidade fiscal. Tenho uma equipe econômica, que era do (Fernando) Haddad, era do Guido (Mantega) e agora é do Dario (Durigan), com muita responsabilidade fiscal”, declarou.

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O presidente participou de uma série de sabatinas, que incluíam outros candidatos à presidência. Em seu caso, o foco da entrevista foi os projetos do seu governo e o que ele projeta caso seja eleito uma vez mais.

“Pegamos o País em uma situação em que não tínhamos orçamento para governar, a PEC da transição foi para pagar rombo deixado pelo outro governo. Deixou um rombo de R$ 94 bilhões de dívida com as pessoas que nós tivemos que pagar”, comentou.

O presidente ainda atribuiu o crescimento da dívida pública ao aumento da taxa de juros, hoje fixada em 14% ao ano. Além disso, citou os Estados Unidos, que hoje é o país com o maior débito no mundo em números absolutos.

“Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair em relação ao PIB. 80% de dívida, em um país, não é muito. Olhe para os Estados Unidos, o Japão, a Itália. Sabe quanto é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB”, disse.

Outro tema da conversa foi a situação dos Correios, que vêm apresentando prejuízos a cada ano. O candidato descartou uma eventual privatização da estatal e disse querer recuperar a empresa economicamente.

“Obviamente que os Correios são vítimas de uma crise, que ele não se adaptou a um novo tempo. Não se adaptou, surgiu muita empresa de fazer entrega e o Correio ficou na mesmice”, pontuou. “Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, completou.