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Em entrevista à TV Globo, na noite desta sexta-feira (28), o presidente Lula fez um panorama de seu terceiro governo, que chega ao fim. Ele foi questionado sobre a trajetória da dívida pública no Brasil, que alcançou a faixa de 81,9% do PIB no final de julho.
O presidente apontou que seu governo tem responsabilidade fiscal, mas disse que não se preocupa com a dívida pública. “A mim não preocupa a dívida pública. Eu herdei esse governo com déficit fiscal de 2,8% (do PIB). Sabe quanto vai ser esse ano? Superávit primário de 0,1% (do PIB). Se tem alguém nesse País que tem responsabilidade fiscal sou eu”, afirmou.
“Se tem uma coisa que baliza minha vida se chama responsabilidade fiscal. Tenho uma equipe econômica, que era do (Fernando) Haddad, era do Guido (Mantega) e agora é do Dario (Durigan), com muita responsabilidade fiscal”, declarou.
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O presidente participou de uma série de sabatinas, que incluíam outros candidatos à presidência. Em seu caso, o foco da entrevista foi os projetos do seu governo e o que ele projeta caso seja eleito uma vez mais.
“Pegamos o País em uma situação em que não tínhamos orçamento para governar, a PEC da transição foi para pagar rombo deixado pelo outro governo. Deixou um rombo de R$ 94 bilhões de dívida com as pessoas que nós tivemos que pagar”, comentou.
O presidente ainda atribuiu o crescimento da dívida pública ao aumento da taxa de juros, hoje fixada em 14% ao ano. Além disso, citou os Estados Unidos, que hoje é o país com o maior débito no mundo em números absolutos.
“Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair em relação ao PIB. 80% de dívida, em um país, não é muito. Olhe para os Estados Unidos, o Japão, a Itália. Sabe quanto é a dívida dos Estados Unidos? 120% do PIB”, disse.
Outro tema da conversa foi a situação dos Correios, que vêm apresentando prejuízos a cada ano. O candidato descartou uma eventual privatização da estatal e disse querer recuperar a empresa economicamente.
“Obviamente que os Correios são vítimas de uma crise, que ele não se adaptou a um novo tempo. Não se adaptou, surgiu muita empresa de fazer entrega e o Correio ficou na mesmice”, pontuou. “Não considero vender os Correios, não considero. Quero recuperar os Correios, sabe? E para ele prestar serviço de qualidade ao povo brasileiro. E ele pode fazer”, completou.
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