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Totvs (TOTS3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com avanço nos principais indicadores financeiros e operacionais, impulsionada pela expansão da receita recorrente, ganhos de eficiência e crescimento das soluções baseadas em inteligência artificial. Entre abril e junho, o lucro líquido ajustado alcançou R$ 240,6 milhões, enquanto a receita líquida atingiu R$ 1,92 bilhão.
A receita líquida da companhia somou R$ 1,919 bilhão no trimestre, crescimento de 13,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi sustentado principalmente pela receita recorrente, que avançou 15,3%, para R$ 1,781 bilhão, passando a representar 92,8% do faturamento total. Já a receita anual recorrente alcançou R$ 7,742 bilhões, alta de 14%.
A companhia destacou que registrou o 30º trimestre consecutivo de crescimento orgânico de dois dígitos na receita recorrente. Segundo a empresa, a aceleração das vendas foi impulsionada pelos habilitadores de inteligência artificial, responsáveis por um terço da receita recorrente incremental da unidade de Gestão nos últimos seis meses.
O Ebitda ajustado cresceu 22,5% na comparação anual, totalizando R$ 486,8 milhões, enquanto a margem Ebitda ajustada aumentou 1,9 ponto percentual, para 25,4%. A companhia atribui essa evolução à alavancagem operacional proporcionada pelo aumento da receita recorrente, à integração da Linx e à unificação das estruturas de Gestão.
As despesas operacionais ajustadas cresceram abaixo do ritmo da receita líquida, contribuindo para a expansão das margens. A representatividade dessas despesas caiu para 47,8% da receita líquida, frente aos 49,5% registrados um ano antes. No lucro líquido ajustado, a companhia registrou R$ 240,6 milhões no trimestre.
A geração de caixa também apresentou forte evolução. O fluxo de caixa livre da empresa somou R$ 294,6 milhões entre abril e junho, crescimento de 49,5% em relação ao mesmo período de 2025. A geração operacional de caixa alcançou R$ 506,4 milhões, permitindo que a companhia mantivesse investimentos estratégicos enquanto preservava a rentabilidade do negócio.
Na estrutura de capital, a dívida bruta totalizou R$ 4,81 bilhões, influenciada pela emissão de debêntures destinada à aquisição da Linx. Em contrapartida, o caixa e equivalentes de caixa atingiram R$ 2,02 bilhões, favorecidos pela forte geração operacional e pelos recursos obtidos com a venda da Dimensa. Com isso, a dívida líquida recuou 12,8%.