De cara, os investidores notaram que a disparada dos juros futuros longos já está presente nas taxas atuais do
Tesouro Direto, em que os prefixados beiram novamente os 15% ao ano, enquanto os indexados à inflação negociam acima da barreira psicológica de
IPCA+ 7% ao ano. E será que é hora de investir pesado?
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“Movimentos mais intensos podem criar pontos de entrada mais atrativos em títulos prefixados e indexados à inflação, especialmente para investidores com horizonte de médio e longo prazo e capacidade de manter os papéis até o vencimento”, afirma a XP.
Embora os analistas da corretora reconheçam a vantagem dos novos aportes em dinheiro sobre patamares de juros compostos elevados em títulos de médio e longo prazo, como o
Tesouro Prefixado 2032 ou o
Tesouro Renda+ 2065, os especialistas têm preferência por outro indexador de rentabilidade.
Acaba que os
títulos pós-fixados são os prediletos pela XP para aproveitar o atual nível de juros compostos elevado, carregando as taxas até o vencimento com bem menos solavancos no patrimônio. Entre os títulos públicos, tanto o
Tesouro Selic 2031 quanto o
Tesouro Reserva 2036 representam a categoria dos pós-fixados.
Já entre os prefixados, a corretora limita sua recomendação para títulos com vencimento de até dois anos, já que os juros futuros podem continuar subindo e implicar em prejuízos na marcação a mercado. A única opção disponível entre os títulos públicos seria o
Tesouro Prefixado 2029, embora o mesmo supere por pouco o limite do prazo de vencimento de até dois anos.
Enfim, os
indexados à inflação (IPCA+) são viáveis dentro da estratégia recomendada da XP, desde que respeitem um prazo de vencimento médio de seis anos. Ou seja, apenas o
Tesouro IPCA+ 2032 caberia na janela de oportunidades, rendendo quase
IPCA+ 7,80% ao ano nesta terça-feira (27).