A prévia da inflação oficial do país, o
IPCA-15, acelerou 0,41% em junho, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado veio após a alta de 0,62% registrada em maio e levou o acumulado em 12 meses para 4,80%.
Apesar da desaceleração na comparação mensal, o índice continua acima do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central. O resultado também ficou abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,44% para o período.
Na comparação anual, o índice acumulado passou de 4,64% em maio para 4,80% em junho, sinalizando uma aceleração da inflação em 12 meses. O resultado é acompanhado de perto pelo mercado financeiro e pelo Banco Central, que utiliza os dados para avaliar o cenário econômico e a trajetória dos juros.
Entre os principais destaques do IPCA-15 no período, o grupo de Alimentação e bebidas registrou a maior variação, com alta de 0,74%. Em seguida, Habitação apresentou aumento de 0,72%, enquanto Saúde e cuidados pessoais avançou 0,47%.
Já as demais categorias tiveram variações mais moderadas, com Transportes apresentando queda de 0,03% e Despesas pessoais recuando 0,02% no período analisado. Dentro do grupo de alimentos, o principal fator de pressão veio da alimentação no domicílio, que subiu 0,87% em junho. Entre os itens com maiores altas estão a batata-inglesa, com avanço de 29,42% e o tomate, que subiu 17,27%.
"O sopro de alívio de junho é bem-vindo, mas não muda o cenário de fundo: o acumulado em 12 meses segue acima do teto da meta e as expectativas do Focus apontam para que esse patamar se mantenha ao longo de todo o segundo semestre, o que deve acionar a obrigação de carta aberta do presidente do Banco Central ao Ministro da Fazenda ainda este ano", avaliou Vitor Kayo, economista sênior da Nomad.
Lembrando que o IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial medida pelo IPCA e acompanha a variação de preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras. O indicador serve como uma das principais referências para a avaliação do comportamento dos preços na economia.
Veja a variação mensal dos preços por grupos:
- Alimentação e bebidas: 1,38%;
- Habitação: 1,03%;
- Artigos de residência: 0,21%;
- Vestuário: 0,36%;
- Transportes: -0,33%;
- Saúde e cuidados pessoais: 1,05%;
- Despesas pessoais: 0,50%;
- Educação: 0,01%;
- Comunicação: 0,34%.