Ibovespa sobe 1,22% com apetite a risco externo e dólar recua a R$ 5,12

O índice atingiu os 172.742 pontos, impulsionado pelo otimismo global com as negociações de cessar-fogo entre EUA e Irã.

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Publicado em 09/07/2026 às 17:51h Publicado em 09/07/2026 às 17:51h por Matheus Silva
Já o dólar recuou 0,50%, fechando o dia em R$ 5,12 (Imagem: Shutterstock)
Já o dólar recuou 0,50%, fechando o dia em R$ 5,12 (Imagem: Shutterstock)
🚨 O Ibovespa (IBOV) fechou esta quinta-feira (9) em alta de 1,22%, aos 172.742,12 pontos, acompanhando a melhora do apetite a risco no exterior em meio à expectativa de retomada das negociações para um cessar-fogo definitivo entre EUA e Irã. O dólar à vista recuou 0,50%, encerrando a R$ 5,12.
No cenário doméstico, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou pela manhã que a possível eliminação da subvenção à gasolina, que seria anunciada nesta semana, ficará para a próxima, diante dos novos atritos entre EUA e Irã.
O mercado também operou à espera do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de junho, com divulgação prevista para as 9h de sexta-feira pelo IBGE.
De acordo com projeções do Broadcast, a inflação de junho deve desacelerar para 0,31%, a mediana das estimativas de mercado, após alta de 0,58% em maio. No acumulado de 12 meses, a mediana aponta para 4,79%, acima do teto da meta de inflação, após o registro de 4,72% em maio.

Magalu dispara 7,76% e lidera a ponta positiva

A redução nas tensões geopolíticas enfraqueceu o dólar no mercado à vista e os rendimentos dos Treasuries (títulos do Tesouro americano), refletindo em alívio na curva de juros futuros brasileira.
A Magazine Luiza (MGLU3) liderou as altas do índice com avanço de 7,76%, a R$ 4,86. Na ponta negativa, a Axia Energia (AXIA3) fechou com queda de 2,68%, a R$ 51,63.
Entre os pesos-pesados, o desempenho foi misto. A Vale (VALE3), com 11% de participação no índice, subiu 0,62%, a R$ 73,15, recuperando parte das perdas da véspera. Em relatório divulgado no dia, o BTG Pactual reiterou recomendação de compra para a mineradora, avaliando que os papéis negociam com desconto frente aos principais pares internacionais.
O setor bancário encerrou em alta, com o IFNC (Índice Financeiro) avançando 2,44%. O Itaú (ITUB4), com cerca de 8% de participação na carteira do Ibovespa, subiu 1,67%, a R$ 42,59.
A Petrobras (PETR4), com aproximadamente 12% de participação no índice, limitou os ganhos do Ibovespa ao acompanhar a queda do petróleo. 
O Brent para setembro recuou 2,20%, a US$ 76,30 o barril, na ICE (Intercontinental Exchange), em Londres. A PETR3 fechou em queda de 1,43%, a R$ 43,53, e a PETR4 recuou 1,11%, a R$ 39,21.

Wall Street sobe com tecnologia

Os índices de Wall Street fecharam em alta, impulsionados pela recuperação das ações de tecnologia e pelo alívio nos preços do petróleo. O Dow Jones avançou 0,27%, aos 52.487,41 pontos. O S&P 500 subiu 0,81%, aos 7.543,64 pontos. O Nasdaq ganhou 1,30%, aos 26.206,89 pontos.
Na Europa, os índices fecharam em alta com atenções concentradas no cenário geopolítico e na ata do BCE (Banco Central Europeu). O Stoxx 600 avançou 0,78%, aos 640,87 pontos. 
📈 Na Ásia, os resultados foram mistos. O Nikkei japonês subiu 1,38%, aos 67.743,85 pontos, enquanto o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,70%, aos 24.030,18 pontos.