Ibovespa (IBOV) retoma otimismo, flerta com 199 mil pontos enquanto o dólar cai a R$ 4,96

Alívio no Oriente Médio impulsiona bolsa e derruba petróleo; petrolíferas sofrem. me

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Publicado em 17/04/2026 às 11:23h Publicado em 17/04/2026 às 11:23h por Wesley Santana
Bolsa de valores do Brasil é uma das maiores entre os mercados emergentes (Imagem: Shutterstuck)
Bolsa de valores do Brasil é uma das maiores entre os mercados emergentes (Imagem: Shutterstuck)

Na manhã de sexta-feira (17), o Ibovespa (IBOV) voltou a operar no campo positivo, conforme dados da bolsa de valores. O principal indicador da B3 salta quase 0,8% no pregão, com a carteira de ações voltando ao patamar de 198,5 mil pontos.

Com isso, desde o início do ano, o IBOV já entrega aos investidores uma valorização de 23%, ainda de acordo com a B3. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o salto positivo chega a 53%.

Hoje, o principal fator que privilegia o mercado de ações é o avanço das negociações para o fim da guerra no Oriente Médio. O Irã informou que o Estreito de Ormuz -por onde passa grande parte do petróleo global- está completamente aberto para a passagem de navios comerciais, além de os Estados Unidos terem anunciado um cessar-fogo nos ataques de Israel contra o Líbano.

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Quem mais sofre com esse cenário é o petróleo, que vê a cotação dos barris caindo mais de 10% no dia. A cotação do barril tipo Brent chega a uma das mínimas das últimas semanas, em US$ 88.

Por isso, as ações das petrolíferas da bolsa brasileira são as que mais perdem valor de mercado, com a Prio (PRIO3) liderando o campo em vermelho, em queda de 6,5% e cotação de R$ 59,75. A Petrobras (PETR4) aparece na sequência, recuando 5,2%, enquanto a Brava Energia (BRAV3) perde 4,3%.

Na área em verde, a liderança fica com a Vamos (VAMO3), que avança 6%, para os R$ 4,40. O pódio de valorização fica completo com Localiza (RENT4) e C&A (CEAB3), que crescem em média 4,5%, respectivamente.

Bolsas estrangeiras também reagem

Seguindo no mesmo ritmo, o mercado de câmbio celebra um dia de recuo do dólar frente ao real brasileiro. Por volta das 11h, a moeda norte-americana era negociada a R$ 4,96, com queda de 0,5% em relação à véspera.

O mesmo acontecia com o euro, que voltava ao patamar de R$ 5,82 (-0,2%), conforme informações do Banco Central. O Bitcoin (BTC), por sua vez, avançava 2,5%, para acima dos R$ 381 mil.

O dia também é positivo para as bolsas estrangeiras, que reagem ao acerto no Oriente Médio. Nos Estados Unidos, o Nasdaq avança 1,1%, a NYSE cresce 0,85% e o S&P 500 acelera 0,77%.

Na Europa, a bolsa de Londres avança 0,4%, enquanto o CAC 40 (Paris) sobe 2% e o DAX (Alemanha) ganha 2,2%.