IBC-Br: Prévia do PIB brasileiro sobe 0,5% em abril

No acumulado de 12 meses, a expansão foi de 4%.

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Publicado em 17/06/2026 às 14:45h Publicado em 17/06/2026 às 14:45h por Elanny Vlaxio
Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br avançou 3,5% (Imagem: Shutterstock)
Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br avançou 3,5% (Imagem: Shutterstock)
A atividade econômica brasileira apresentou avanço em abril e reforçou os sinais de crescimento observados no início de 2026. Dados divulgados pelo Banco Central nesta quarta-feira (17) mostram que o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), registrou alta de 0,5% em relação a março, já com ajuste sazonal.
Veja abaixo o desempenho setor por setor em abril:
  • Agropecuária: estabilidade;
  • Indústria: alta de 0,4%;
  • Serviços: crescimento de 0,3%.
Calculado pelo Banco Central, o IBC-Br reúne informações da agropecuária, da indústria, dos serviços e dos impostos sobre a produção. Embora não substitua o PIB oficial divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o indicador é amplamente utilizado pelo mercado financeiro como um termômetro da atividade econômica do país.
O resultado de abril sucede um desempenho negativo registrado em março, quando o indicador havia apontado retração. Na comparação com abril de 2025, o IBC-Br avançou 3,5%. Já no acumulado de 12 meses, a expansão foi de 4%. Considerando os quatro primeiros meses de 2026, o índice acumula crescimento de 3,7%, indicando resiliência da economia brasileira mesmo em um cenário de juros elevados.
O desempenho do indicador ocorre após o IBGE informar, no fim de maio, que o PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores. O resultado foi impulsionado principalmente pela agropecuária e pelo consumo das famílias.
"De modo geral, os dados de hoje sugerem que a atividade econômica brasileira iniciou o segundo trimestre com um desempenho mais moderado, corroborando a expectativa de arrefecimento da economia ao longo de 2026, ficando em linha com as leituras mais recentes dos indicadores divulgados pelo IBGE (indústria, serviços e varejo) que apontam para um quadro misto no mês", avaliou Yihao Lin, economista da Genial Investimentos.
Já para Vitor Kayo, economista sênior da Nomad, "o dado de abril reforça a narrativa de uma economia que teima em não desacelerar, a despeito dos juros em patamar contracionista. Com mercado de trabalho aquecido, estímulos fiscais e creditícios em ano eleitoral e consumo das famílias ainda sustentado, a atividade econômica segue sendo um dos principais calcanhares de Aquiles do Banco Central no combate à inflação."