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Hypera (HYPE3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 490 milhões, expansão de 15% frente ao mesmo período do ano anterior. O conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 185,2 milhões em
JCP (Juros sobre Capital Próprio), equivalentes a R$ 0,26 por ação.
Além dos números, a farmacêutica revelou movimentos estratégicos que devem moldar sua trajetória nos próximos anos, com destaque para a entrada no segmento de GLP-1, as chamadas canetas para diabetes e emagrecimento.
A aprovação do Semavy foi o principal anúncio estratégico do trimestre. O produto representa a estreia da Hypera no segmento de GLP-1, classe de medicamentos que inclui as canetas voltadas ao tratamento do diabetes e ao controle de peso.
Segundo a companhia, o mercado brasileiro de GLP-1 já supera R$ 13,1 bilhões em vendas nos últimos 12 meses, tornando-se um dos segmentos de maior potencial da indústria farmacêutica nacional.
A Hypera também anunciou uma parceria com a japonesa Astellas para comercializar um tratamento não hormonal voltado aos sintomas da menopausa, ampliando ainda mais a diversificação do portfólio.
Receita cresce 8,5% com novos lançamentos
A receita líquida somou R$ 2,337 bilhões no trimestre, crescimento de 8,5% na comparação anual. O sell-out no varejo farmacêutico avançou 7,6%, ritmo 1,4 ponto percentual superior ao crescimento do mercado em que a companhia atua.
Os lançamentos de novos produtos responderam por 2,2 pontos percentuais da expansão, com destaque para as áreas de gastroenterologia, cardiologia e dermatologia.
A rentabilidade também avançou. O lucro bruto cresceu 11,5%, para R$ 1,4 bilhão, e a margem bruta subiu de 60,1% para 61,8%, beneficiada pelo reajuste de preços acima da evolução dos custos.
O Ebitda das operações continuadas atingiu R$ 754,9 milhões, alta de 4,1%, com margem de 32,3%, ante 33,7% um ano antes. A leve compressão refletiu o aumento das despesas com marketing, vendas e administração para sustentar os lançamentos e a expansão do portfólio.
Geração de caixa livre salta 211%
Na linha financeira, o resultado negativo foi reduzido para R$ 176,7 milhões, melhora de 16,9% em relação ao 2T25, principalmente pela queda das despesas com juros após o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão realizado no fim do primeiro trimestre.
A geração de caixa foi um dos pontos mais expressivos do trimestre. O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 819,2 milhões, alta de 85% na comparação anual, equivalente a 108,5% do Ebitda das operações continuadas.
O fluxo de caixa livre saltou de R$ 204,6 milhões para R$ 637,8 milhões, favorecido pela redução dos estoques para R$ 1,927 bilhão e pela melhora na gestão do capital de giro, que recuou de 32% para 28% da receita líquida anualizada.
📊 A dívida líquida encerrou junho em R$ 5,904 bilhões, queda de R$ 397,6 milhões frente ao fim de março, representando 2,1 vezes o Ebitda dos últimos 12 meses.