H&M abre primeira loja no Brasil e aumenta pressão sobre varejistas nacionais

Gigante sueca estreia em SP com preços similares a Renner e C&A e planos de expansão.

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Publicado em 25/08/2025 às 17:18h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:04h Publicado em 25/08/2025 às 17:18h Atualizado em 11/09/2025 às 16:04h por Wesley Santana
H&M está presente em diversos países do mundo e em mais de 10 mercados da América Latina (Imagem: Shutterstock)
H&M está presente em diversos países do mundo e em mais de 10 mercados da América Latina (Imagem: Shutterstock)

Dois anos depois do anúncio oficial, a varejista sueca H&M finalmente abriu sua primeira loja física no Brasil. O espaço foi inaugurado no último final de semana, no Shopping Iguatemi, em São Paulo.

A unidade tem cerca de 3 mil metros quadrados, onde são vendidos produtos de moda feminina, roupas íntimas e acessórios. Os produtos também podem ser comprados pela internet, na página oficial da gigante do varejo de moda que já está disponível para os brasileiros.

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Além dessa, outra loja está prevista para ser inaugurada no Shopping Anália Franco, também em SP, no próximo dia 4 de setembro. As cidades de Campinas (SP) e Rio de Janeiro (RJ) devem receber as próximas unidades que ainda não têm data oficial para serem lançadas.

Uma busca feita pela reportagem mostra que os preços praticados pela H&M são muito parecidos com os de empresas já consolidadas no país, caso da Renner (LREN3) e da C&A (CEAB3). Um vestido feminino, por exemplo, pode ser comprado a partir de R$ 89 na loja virtual da companhia.

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A companhia sueca chega ao Brasil em um momento já complicado para as empresas que atuam no país, dado o ambiente de alta taxa de juros. Isso faz com que o consumo opere em marcha lenta e mais uma concorrente pode representar menos lucro para essas marcas.

Mas esse impacto pode ainda demorar para ser visto nos balanços das varejistas, dado que a H&M ainda tem um longo caminho para se consolidar no mercado nacional. Além disso, neste primeiro momento, a baixa capilaridade do negócio promete dar um respiro para as concorrentes.

“Além disso, o público brasileiro tem muitas peculiaridades, principalmente na questão trabalhista e tributária. Certamente encontrará dificuldades em encontrar seu público, pois o brasileiro gosta de preço, marca e qualidade, e os três pontos são complicados de equilibrar na mesma loja”, comenta Felipe Sant’Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing, em entrevista ao Estadão.

Na bolsa de Estocolmo, as ações da H&M passam por um período no vermelho, cotadas em 142 coroas suecas. Desde o começo do ano, os papeis operam com baixa de quase 5%, embora esse recuo chegue a 15% no acumulado dos últimos 12 meses.

A empresa chegou a bolsa de valores em 2004, quando teve suas ações precificadas na faixa de 100 coroas suecas. Desde então, entre altos e baixos, a valorização do ticker é de apenas 32%, segundo dados da bolsa de valores europeia.