Guerra no Irã derruba Ibovespa e leva índice de volta aos 170 mil pontos

Tensão no Oriente Médio derruba ações da B3, enquanto Petrobras avança com a alta do petróleo.

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Publicado em 08/07/2026 às 14:11h Publicado em 08/07/2026 às 14:11h por Wesley Santana
Petróleo é quem mais sente peso da guerra que se arrasta há meses (Imagem: Shutterstock)
Petróleo é quem mais sente peso da guerra que se arrasta há meses (Imagem: Shutterstock)

Depois de algumas semanas acima dos 170 mil pontos, o Ibovespa (IBOV) voltou a operar nesse patamar nesta quarta-feira (8). O indicador da B3 recua quase 1% no pregão, com reflexos da guerra no Irã.

Antes da abertura do mercado, já era possível prever esse movimento de queda, que começou nas bolsas estrangeiras. A Europa foi quem primeiro sentiu os impactos da fala do presidente Donald Trump, que anunciou o fim do acordo de cessar-fogo com o Irã logo pela manhã.

Na B3, os investidores saíram vendendo o principal ativo do país, aqui e fora do Brasil. Nas marcações individuais, o pior resultado é visto no ticker da Cury (CURY3), que recua mais de 6,5% no dia, seguida pela Cyrela (CYRE3) e pela Embraer (EMBJ3), que caem cerca de 4,5% cada uma.

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Na outra ponta, a Natura (NATU3) faz um contraponto favorável, crescendo 5,8% no dia, mesmo depois de ter divulgado uma projeção de menor crescimento para o segundo trimestre de 2026.

Quem também tem motivos para comemorar é a Petrobras (PETR4), que avança mais de 3% como resultado do crescimento do preço do petróleo no mercado internacional. A commodity anota valorização de 7,5% nas últimas horas, com o barril do tipo Brent tentando voltar à faixa dos US$ 80.

Como de costume, o dólar também acompanhou a movimentação da bolsa e opera em alta. Durante a tarde, a divisa subia 0,1%, cotada em R$ 5,16.