O plano da equipe econômica do governo federal é criar uma tributação por meio do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre tais títulos bancários cobertos pelo
FGC (Fundo Garantidor de Crédito), em que os investidores são incentivados a financiar linhas de crédito destinadas aos produtores rurais, além de operações ligadas à construção civil.
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No caso, a estratégia do governo para obter sucesso na nova tentativa de taxar os títulos incentivados de
renda fixa seria por meio de decreto presidencial, evitando-se derrubada imediata por parte do Congresso Nacional, como já houve no envio de Medida Provisória.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem do jornal, a discussão faz parte do conjunto de medidas em estudo para reforçar as contas públicas. Todavia, o Ministério da Fazenda não se pronunciou sobre o tema até o momento. Apesar de ser implementado por decreto presidencial, a aplicação do IOF não está totalmente protegida de reações do Poder Legislativo.
As estimativas da equipe econômica são de que o fim das isenções sobre tais títulos de renda fixa renderiam até R$ 2,6 bilhões em 2026. Só que o apelo da bancada do agronegócio no Congresso Nacional exerce elevada resistência contra as tentativas do governo Lula de taxar uma fonte de financiamento vital aos produtores rurais.
Em justificativa, o governo federal alega que o fim das isenções sobre
LCAs e
LCIs, assim como
CRAs e
CRIs, traria mais equilíbrio ao mercado de
renda fixa brasileiro, considerando que até os títulos públicos, inclusive aqueles disponíveis no
Tesouro Direto, estão sujeitos à cobrança de IR.