Focus mantém Selic em 13,75% para 2026; veja o que o mercado espera

Relatório do Banco Central mantém projeção para a taxa de juros e reduz estimativa de inflação deste ano.

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Publicado em 14/09/2026 às 10:01h Publicado em 14/09/2026 às 10:01h por Wesley Santana
Focus é divulgado semanalmente com as estimativas do mercado para a economia brasileira (Imagem: Shutterstock)
Focus é divulgado semanalmente com as estimativas do mercado para a economia brasileira (Imagem: Shutterstock)

O Relatório Focus publicado na manhã desta segunda-feira (14) manteve a projeção da Selic em 13,75% no fim de 2026. Com isso, os principais entes do mercado apostam que o Banco Central deve fazer apenas um novo corte na taxa de juros.

Houve, porém, uma melhora na percepção em relação à inflação acumulada do ano. No mês passado, os analistas falavam em 5,02%, mas agora já esperam que os preços fiquem em 4,9%.

Caso este valor se confirme, estará dentro da margem da meta inflacionária para o ano. Isso porque o núcleo é 3,5%, mas há um intervalo de 1,5% para mais ou menos.

Eles ainda projetam uma leve valorização do dólar, que deve terminar o ano em R$ 5,20. Nesta segunda, a moeda norte-americana inicia a sessão cotada em R$ 5,15 na cotação oficial.

Para este setembro, o relatório aponta uma expectativa de inflação mensal na casa de 0,50%. O novo valor também representa uma desaceleração em relação aos 0,53% mapeados na semana passada.

O documento é divulgado todas as semanas pelo Banco Central, com uma pesquisa feita com diversas instituições financeiras. Ele permite uma visão mais ampla da expectativa do mercado em relação aos próximos passos da economia.

Copom de setembro

O Copom (Comitê de Política Monetária) decide nesta terça e quarta-feira qual será o novo patamar dos juros no Brasil. A maior parte do mercado já espera um corte de 25 pontos-base, o que reduziria a Selic de 14% para 13,75%.

O cenário econômico doméstico do Brasil estaria contribuindo para esta análise, conforme avaliam os analistas. Com a deflação registrada em agosto e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre, os diretores do BC teriam mais margem para fazer mudanças no indicador.

“Houve uma desaceleração na absorção doméstica e, agora, fica a sensação de que o plano de voo do Copom será mantido: um corte de 0,25 ponto, repetindo em grande parte o comunicado anterior e, depois, esperar mais 45 dias para observar a evolução do cenário e cortar novamente”, avalia o economista-chefe da Porto Asset, Felipe Sichel.