Flávio Bolsonaro viajou em jato ligado a Vorcaro, diz revista

Senador retornou da Flórida a Brasília em janeiro de 2025, acompanhado da esposa e das duas filhas.

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Publicado em 24/09/2026 às 10:48h Publicado em 24/09/2026 às 10:48h por Wesley Santana
Flávio aparece como o segundo colocado nas pesquisas eleitorais (Imagem: Shutterstock)
Flávio aparece como o segundo colocado nas pesquisas eleitorais (Imagem: Shutterstock)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria voltado de uma viagem aos Estados Unidos a bordo de um jato ligado a uma empresa da qual era sócio o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo informações da revista piauí, a rota teria sido feita em janeiro de 2025, entre a Flórida e Brasília, e ele estava acompanhado de sua esposa e das duas filhas do casal.

A aeronave em questão está no nome da Prime You, uma empresa que tem como sócio direto o empresário que agora está preso por fraude bancária. Vorcaro compôs o quadro societário até setembro de 2025, meses antes de ser preso pela Polícia Federal.

A viagem ocorreu dias antes da posse de Donald Trump como presidente dos EUA, em 20 de janeiro. Além disso, foi justamente no momento em que Flávio negociava um aporte de Vorcaro no filme “Dark House”, que conta a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A PF diz que ao menos R$ 65 milhões já haviam sido repassados à produção, e Flávio é investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em um inquérito sobre o filme.

Leia mais: Diretor do Banco Genial e executivo ligado ao Master são alvos de operação

O senador -que concorre à Presidência da República- foi uma das primeiras vozes a criticar o ministro Alexandre de Moraes depois que foi revelado um vídeo dele embarcando na mesma aeronave de Vorcaro. Por meio das redes sociais, Flávio comentou a notícia revelada pela revista em um tom de ironia. 

Ainda bem que na época o avião era de Willer. Imagina se fosse agora, eu teria viajado no avião de Alexandre de Moraes”, escreveu ele no X (ex-Twitter). 

O senador faz referência ao advogado Willer Tomaz, que tem uma empresa também com participação no jato em questão. A viagem teria sido feita, portanto, a convite do advogado, que também é seu amigo. 

Ele chegou a ser preso em 2017, durante a Operação Lava Jato, mas foi solto depois que a Justiça negou a denúncia do Ministério Público. Nas investigações da PF sobre o Master, Tomaz é apontado como uma espécie de “hub financeiro” dentro de um esquema de fraude financeira.