Quem já acompanha essa novela há um tempo, sabe que o
FII de papel está retendo os lucros apurados de suas operações imobiliárias, que deveriam ir direto para o bolso dos cotistas na forma de dividendos, para sanar o
pagamento de despesas extraordinárias.
Cerca de 25 mil cotistas dividem o valor patrimonial de R$ 471,1 milhões que atualmente o
FII CACR11 dispõe, que, em sua maioria, está concentrado em
Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) emitidos por construtoras cujas operações e projetos são mais arriscados, na contrapartida de oferecerem juros compostos atrativos.
Nesta virada de mês, os administradores do Cartesia Recebíveis Imobiliários convocaram uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para que os cotistas possam deliberar sobre a não distribuição de, no mínimo, 95% dos lucros obtidos pelo fundo imobiliário no período.
Toda essa grana deveria garantir os
dividendos mensais. Consequentemente, sem o chamariz da renda passiva pingando na conta, as cotas do
FII CACR11 têm se desvalorizado bastante no curto prazo.
Só nesta quarta-feira (1º), os cotistas viram o seu patrimônio aplicado no Cartesia Recebíveis Imobiliários encolher -14,74%, ao redor de R$ 23,31 por cota, enquanto o
Ifix cedia apenas -0,12% no mesmo instante, por volta das 15h11 (horário de Brasília).
Conforme dados do
Investidor10, se você tivesse investido R$ 1 mil no
FII CACR11 desde o início de 2026, hoje você teria R$ 312,79, já considerando o reinvestimento dos
dividendos mensais. A simulação também aponta que o
Ifix teria retornado R$ 1.014,64 nas mesmas condições.