Após caso Master, governo restringe aplicações de fundos de previdência

Limite para exposição em produtos bancários passa de 5%, somado a outras exigências.

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Publicado em 16/08/2026 às 10:53h Publicado em 16/08/2026 às 10:53h por Wesley Santana
Previdência pública é responsável por aposentadoria de servdidores dos estados e municípios (Imagem: Shutterstock)
Previdência pública é responsável por aposentadoria de servdidores dos estados e municípios (Imagem: Shutterstock)

Depois do escândalo do Banco Master, o Conselho Monetário Nacional decidiu apertar as regras oras investimentos de fundos de previdência. Agora, apenas 15% dos ativos cadastrados poderão fazer investimentos em outros ativos para além de títulos públicos e empréstimos consignados.

Esses são considerados dois dos investimentos mais seguros porque carregam um baixo grau de risco. Mesmo no caso dos consignados, a exposição só poderá chegar a 5% do patrimônio total do fundo. 

A regra vale para aquele fundos que não receberam o certificado Pro-Gestao, que entrou em vigor em 2015. Isto representa um universo de 85% dos 2,1 mil fundos de pensões cadastros no CMN.

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Os fundos de previdência entraram no radar, depois que diversos gestores decidiram comprar títulos do Banco Master. Posteriormente, ficou evidente que os ativos eram podres, com lastros bastante arriscados, conforme mostram investigações dos órgãos reguladores. 

Há quem diga, inclusive, que a nova regra é uma reposta direta ao caso da RioPrevidencia. O fundo de pensão dos funcionários públicos fluminenses chegou a investir R$ 2 bilhões em títulos emitidos pelo ecossistema do Master. 

Para João Carlos Figueiredo, as mudanças parecem excessivas pois sufocam o mercado de previdência. 

“Elas (as mudanças) foram profundas demais, sem dar tempo de adaptação para os regimes próprios e sem entender a realidade que o mercado tinha. Fizeram uma proposta que eles entendiam que era correta, mas não está bem dimensionada para o mercado de regimes próprios de previdência social”, diz, em entrevista ao Estadão.