Embraer (EMBJ3): Lucro tomba 51,5% no 1T26, apesar de operacional forte
O resultado foi afetado por ajustes na forma com que os impostos são registrados no balanço.
A Federal Aviation Administration, que regula a aviação civil nos Estados Unidos, vai exigir inspeções adicionais em todos os jatos Embraer Phenom 300 registrados no país. A decisão será publicada na próxima segunda-feira (1º) no que seria o Diário Oficial dos EUA, como parte de novas diretrizes de aeronavegabilidade.
De acordo com a imprensa norte-americana, a decisão atinge cerca de 40 aeronaves que estão cadastradas para operar no país. A agência teria identificado problemas nos testes de folga (backlash) do estabilizador horizontal.
“A folga excessiva pode resultar em um fenômeno aeroelástico, expondo a estrutura e os sistemas ao redor a níveis inaceitáveis de vibração e reduzindo a controlabilidade da aeronave”, diz o documento publicado pelo órgão.
A empresa terá que fazer, porém, os testes nos dois lados das aeronaves e, caso sejam identificadas falhas, conduzir a substituição das peças. O valor do reparo é de cerca de US$ 1.360 por aeronave, ainda de acordo com a FAA.
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A agência destaca que foi preciso adotar essa medida para garantir a segurança dos passageiros. “A condição insegura, se não for corrigida, pode resultar em níveis inaceitáveis de vibração e redução da controlabilidade da aeronave.”
O Phenom 300 é um jato executivo de porte leve, sendo um dos mais vendidos de sua categoria no mundo. Ele alcança até 820 km/h e tem autonomia de voo de 3,7 mil km.
A notícia vem em um momento difícil para a Embraer (EMBJ3), que vê suas ações sangrando na bolsa de valores. Isso pode impactar ainda mais os papéis no próximo pregão, como acontece com frequência depois de decisões como essa.
Desde o começo do ano, os papéis da fabricante de aviões carregam uma baixa de 17%. Nesta última sexta-feira (30), os ativos terminaram o dia cotados em R$ 73,35 na B3 e US$ 57,75 na NYSE, nos EUA.
Nos últimos anos, a Embraer se tornou uma das principais fornecedoras de aviões no mundo. A empresa ganhou espaço no mercado de aviação regional, com aeronaves de médio porte.
O resultado foi afetado por ajustes na forma com que os impostos são registrados no balanço.
A partir do dia 12 de maio as ações passam a ser negociadas "ex-dividendos".