EUA e Irã se reúnem na Suíça para discutir acordo de paz; veja o que está em jogo

Liderada pelo vice J.D. Vance, a comitiva dos EUA definirá nesta fase a estrutura e as regras que guiarão as próximas etapas do diálogo.

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Publicado em 21/06/2026 às 11:40h Publicado em 21/06/2026 às 11:40h por Matheus Silva
Representantes do Paquistão e do Catar atuarão como mediadores das discussões (Imagem: Shutterstock)
Representantes do Paquistão e do Catar atuarão como mediadores das discussões (Imagem: Shutterstock)
🚨 Representantes dos EUA e do Irã iniciam neste domingo (21), na Suíça, a primeira rodada de negociações presenciais desde a assinatura do memorando de entendimento firmado na semana passada para tentar encerrar o conflito entre os dois países.
As conversas ocorrem em momento delicado para o cessar-fogo. Autoridades de ambos os lados ainda monitoram os impactos da continuidade dos confrontos envolvendo Israel e grupos armados no Líbano, fator que ameaça a estabilidade construída após o acordo preliminar.
A delegação dos EUA será liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, que afirmou que esta etapa inicial servirá para definir a estrutura das negociações e os mecanismos que deverão orientar as próximas rodadas de diálogo. Segundo o vice-presidente, sua permanência na Suíça deve durar apenas um ou dois dias.
Do lado iraniano, a missão será comandada por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento. Também participam das reuniões o chanceler Abbas Araghchi e o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei. 
Representantes do Paquistão e do Catar atuarão como mediadores das discussões, países que já haviam participado das articulações que levaram à assinatura do memorando de 14 pontos.

Programa nuclear, Estreito de Ormuz e conflito no Líbano

Embora o memorando tenha criado uma base para o diálogo, vários temas permanecem sem consenso. Um dos principais é o programa nuclear iraniano, que continua sendo alvo de divergências entre Washington e Teerã.
Outro assunto sensível é o futuro do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Nas últimas horas, surgiram versões conflitantes sobre eventuais restrições à navegação na região, aumentando a tensão entre os governos. 
A situação no Líbano também estará no centro das conversas, com os dois países tentando evitar que novos episódios de violência comprometam os entendimentos construídos até agora e provoquem retomada da escalada militar.
📊 A expectativa das delegações é que esta primeira rodada estabeleça os parâmetros para negociações mais amplas nas próximas semanas, enquanto o memorando de entendimento permanece em vigor.