Entre aplausos e vaias, Moraes reage com dedo do meio em jogo do Corinthians

Magistrado foi incluído na lista de sanções da Lei Magnitsky por decisão do governo Trump; apoiador da legislação criticou a aplicação.

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Publicado em 31/07/2025 às 10:37h - Atualizado em 11/09/2025 às 16:04h Publicado em 31/07/2025 às 10:37h Atualizado em 11/09/2025 às 16:04h por Wesley Santana
Ministro foi responsável por comandar o TSE durante as eleições de 2022 (Imagem: Divulgação/STF)
Ministro foi responsável por comandar o TSE durante as eleições de 2022 (Imagem: Divulgação/STF)

Na noite de quarta-feira (31), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, foi à Neoquimica Arena para assistir ao jogo do Corinthians contra o Palmeiras. O magistrado foi visto na área de camarotes, zona do estádio que está separada da plateia geral.

Imagens que circulam pela internet mostram um momento em que o Moraes faz um gesto obsceno com o dedo do meio. Essa seria uma resposta a vaias direcionadas a ele que vinham da região da arquibancada, de onde também se ouviram aplausos.

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Momentos antes da captura das fotos, Alexandre foi visto aos risos, inclusive brincando com companheiros do camarote, conforme divulgou o jornal Estadão. Moraes é um torcedor declarado do Corinthians e sempre é visto em partidas disputadas pelo time paulista.

O capítulo desta quarta, porém, se diferencia dos anteriores pois acontece algumas horas depois dele ser sancionado pela lei Magnitsky dos Estados Unidos. A administração de Donald Trump resolveu recorrer ao trecho como forma de retaliação ao ministro que atua como juíz em casos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Leia mais: EUA sancionam Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky; entenda

A lei, que é aplicada por decisão da Casa Branca, prevê o bloqueio de eventuais bens que Moraes tenha nos EUA. Além disso, proíbe a entrada dele em território nacional, o que significa a cassação de qualquer categoria de visto.

“Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos judicializados com motivação política — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará responsabilizando aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, afirma o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Blessent, em comunicado.

Apoiador da lei critica decisão de Trump

A Lei Magnitsky foi promulgada pelos EUA em 2012, ainda no governo de Barack Obama. O retrospecto da legislação era retaliar cidadãos russos acusados de crimes contra os direitos humanos, mas depois foi criado um programa global que incluiu todos os países.

O investidor britânico William Browder foi responsável por liderar a campanha a favor da lei, que trazia como plano de fundo a morte do advogado Sergei Magnitsky. Ele foi preso e torturado depois de descobrir uma fraude fiscal milionária em 2009, motivo pelo qual deu nome à lei.

Depois de o governo norte-americano publicar a decisão contra Moraes, Browder foi às redes sociais para criticar a aplicação. Segundo ele, a intenção da lei é punir pessoas que infrinjam os direitos humanos de forma sistemática, além de funcionários públicos corruptos, o que, ao seu ver, não se vê no caso de Moraes, do STF.

“Passei anos lutando pela aprovação da Lei Magnitsky para acabar com a impunidade contra violadores graves dos direitos humanos e cleptocratas. Pelo que sei, o juiz brasileiro Moraes não se enquadra em nenhuma dessas categorias”, escreveu Browder no X.