Cláudio Castro é alvo de operação da PF que investiga fraude fiscal na Refit
A investigação da PF também teve como alvo o empresário Ricardo Magro, dono da Refit.
O governo do Rio de Janeiro informou, na tarde deste sábado (27), que está suspendendo a Licença de Operação e Recuperação da Refit (RPMG3), antiga Refinaria de Manguinhos. O governo fluminense afirmou que, após uma vistoria, encontrou nafta em tanques de combustíveis, como o etanol.
“A nafta tem características químicas muito diferentes do etanol, o que amplia a possibilidade dos danos que pode causar”, afirmou o secretário do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro, Rodrigo Mascarenhas. “Isso já justifica a suspensão cautelar, parcial, dessa licença. Isso, na prática, significa que a Refit não está autorizada, do ponto de vista ambiental, a operar”, continuou.
Essa não é a primeira vez que o governo do RJ toma decisões cautelares contra a Refit nos últimos meses. Anteriormente, a empresa chegou a perder a inscrição estadual, ficando impedida de emitir nota fiscal de compra ou venda de produtos.
Leia mais: Conta de luz não terá alívio em julho; Aneel confirma bandeira amarela
“Foram observados problemas sérios no procedimento, documentos técnicos inconsistentes, fases processuais estranhamente rápidas em comparação a processos semelhantes, por isso o grupo de trabalho continua a trabalhar”, continuou o secretário Mascarenhas.
Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia se posicionado sobre o assunto. Caso haja um comunicado, esse texto será atualizado.
A empresa vem passando por uma forte crise, que afeta não só a parte financeira, mas também a reputação diante dos investidores. Com isso, apenas no acumulado de 2026, a companhia acumula queda de quase 40% na B3.
Na sexta, os papéis fecharam cotados em R$ 1,26, somando um valor de mercado de R$ 85 milhões. A empresa deve estar em alerta para não ficar abaixo do mínimo exigido pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) para permanência no balcão da bolsa.
A investigação da PF também teve como alvo o empresário Ricardo Magro, dono da Refit.
Presidente da República, que deve tentar a reeleição em 2026, fez a declaração durante a posse de ministro.