Suzano (SUZB3) vê lucro desabar 64% e chegar a R$ 1,8 bilhão no 2T26

O desempenho fraco veio do câmbio adverso, queda nas vendas e custos em alta, que juntos pressionaram os números do balanço.

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Publicado em 12/08/2026 às 20:16h Publicado em 12/08/2026 às 20:16h por Matheus Silva
O endividamento da companhia também aumentou no trimestre (Imagem: Shutterstock)
O endividamento da companhia também aumentou no trimestre (Imagem: Shutterstock)
📉 A Suzano (SUZB3) reportou nesta quarta-feira (12) lucro líquido de R$ 1,807 bilhão no segundo trimestre de 2026, queda de 64% frente aos R$ 5,012 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. 
O resultado mais fraco refletiu a combinação de câmbio desfavorável, volume menor de vendas e custos mais elevados, fatores que pesaram sobre todas as principais linhas do balanço.
A receita líquida recuou 13%, para R$ 11,59 bilhões, ante R$ 13,296 bilhões no 2T25. O Ebitda ajustado chegou a R$ 4,705 bilhões, retração de 23% na comparação anual, com a margem Ebitda encolhendo de 46% para 41%, perda de 5 pontos percentuais. 
A geração de caixa operacional somou R$ 2,885 bilhões, queda de 30% frente aos R$ 4,149 bilhões de um ano antes.

Câmbio, volume e custos explicam a queda

A própria Suzano foi direta ao expor os vetores do resultado.
"O melhor resultado do negócio de celulose na companhia quando comparado ao 1T26 foi sustentado pelo aumento de preços no período e aumento no volume de vendas, em boa parte compensados pelo aumento do CPV caixa e enfraquecimento do dólar em relação ao real no período. Quando comparado ao mesmo período de 2025, a forte apreciação cambial, combinada com queda no volume e maiores custos explicam a variação negativa, apesar do aumento no preço de celulose realizado", disse a companhia em comunicado.
No resultado financeiro líquido, o impacto foi ainda mais pronunciado. No 2T25, a linha havia registrado receita de R$ 4,425 bilhões; neste trimestre, ficou praticamente zerada, em despesa de apenas R$ 10 milhões.
O endividamento também aumentou. A alavancagem em reais passou de 3,0 vezes para 3,3 vezes na comparação anual. 
Em dólares, a relação dívida líquida/Ebitda ajustado avançou de 3,1 vezes para 3,4 vezes, reflexo da combinação entre um Ebitda menor e o impacto cambial sobre a dívida denominada em moeda estrangeira.
📊 Apesar do cenário mais adverso, a Suzano destacou que o mercado global de celulose demonstrou resiliência no segundo trimestre, mesmo em meio ao aumento das tensões geopolíticas e à pressão sobre os custos da cadeia produtiva.