Deflação na China acabou em 2025? Entenda sinais para a Vale (VALE3)

Chineses são os principais compradores no mundo de minério de ferro da companhia brasileira.

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Publicado em 09/11/2025 às 16:04h - Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h Publicado em 09/11/2025 às 16:04h Atualizado em 25/08/2026 às 19:05h por Lucas Simões
Preços ao produtor chinês seguem em queda, diferente do mercado consumidor (Imagem: Shutterstock)
Preços ao produtor chinês seguem em queda, diferente do mercado consumidor (Imagem: Shutterstock)
Os brasileiros que investem em empresas exportadoras de commodities, especialmente na mineradora Vale (VALE3), precisam estar sempre ligados no ritmo da economia da China, sendo a principal compradora de nossas matérias-primas. E neste domingo (9) foram divulgados resultados sobre os índices de preços na nação asiática.
Pelo menos para os consumidores chineses, parece que o longo período de deflação acabou, uma vez que o indicador subiu +0,2% em outubro, bem acima das apostas dos economistas que esperavam a estabilidade dos preços. Trata-se do desempenho mais forte desde janeiro de 2025, além do primeiro avanço positivo desde junho.
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Os dados apresentados pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China apontam que são os alimentos os grandes responsáveis por aquecer a inflação ao consumidor na China, avançando +0,2% em outubro ante o mês de setembro.
Todavia, quando olhamos a dinâmica dos preços ao produtor da China, dá para entender o porquê a cotação do minério de ferro na Bolsa de Mercadorias de Dailian opera em baixa no curto prazo, com contrato futuro da commodity mais negociado caindo -1,87% na última sexta-feira (7), valendo US$ 106,77 por tonelada.
Afinal de contas, os preços ao produtor chinês tiveram deflação de -2,1% em outubro, na comparação anual, um desempenho ligeiramente melhor que a contração de -2,2% esperada pelo mercado. Já são três anos seguidos de deflação nos preços aos produtores na China.
Um dos reflexos mais imediatos da fraqueza na indústria chinesa é a demanda menor por minério de ferro, cuja cotação na semana derreteu quase -4% na China. Para conter a deflação, o governo chinês elimina o excesso de capacidade em vários setores, com destaque para o setor siderúrgico, no qual o rápido crescimento da capacidade pesa sobre a lucratividade.
Apesar do cenário macroeconômico ser desafiador, a VALE3 engatou um forte rali no curto prazo, com suas ações se valorizando +16,56% só nos últimos três meses, conforme dados do Investidor10. A mineradora também reportou resultados acima do esperado no terceiro trimestre do ano (3T25).