CVM cancela registro de duas empresas e suspende outras duas na B3

Órgão aponta descumprimento de obrigações e atinge companhias em recuperação judicial e falência.

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Publicado em 11/06/2026 às 12:17h Publicado em 11/06/2026 às 12:17h por Wesley Santana
Cancelamento de registro bloqueia todos os direitos das companhias no mercado de capitais (Imagem: Shutterstock)
Cancelamento de registro bloqueia todos os direitos das companhias no mercado de capitais (Imagem: Shutterstock)

Nesta quinta-feira (11), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) informou ao mercado que está cancelando ou suspendendo o registro de quatro empresas que estavam listadas na B3. Segundo o órgão, as empresas descumpriram diversas obrigações inerentes às companhias de capital aberto.

As duas empresas que tiveram seus registros cancelados foram: Springs Global Participações (SGPS3) e Cia. Tecidos Norte de Minas – Coteminas. Ambas estão em processo de recuperação judicial e já estavam suspensas desde 2024.

Já a suspensão, que é a primeira parte do processo, atinge a Massa Falida da Pomifrutas S.A. e a Saraiva Livreiros S.A. – Falida, que estão em falência. Há mais de um ano, nenhuma das duas envia as informações mínimas solicitadas pelo órgão.

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“A SEP lembra que, enquanto os respectivos registros estiverem suspensos, as companhias não podem ter os valores mobiliários por elas emitidos admitidos à negociação em mercados regulamentados, quais sejam: balcão organizado, bolsa ou balcão não organizado”, diz o órgão. “A suspensão não exime as companhias, seus controladores e administradores da responsabilidade decorrente das eventuais infrações cometidas antes do cancelamento do registro”, continua.

E as penny stocks?

A B3 também está de olho em várias empresas que estão negociando suas ações abaixo do valor mínimo. Segundo regra do mercado de capitais, a faixa inferior é de R$ 1 por ação.

Atualmente, mais de 10 empresas estão classificadas como penny stock, conforme a última atualização da bolsa de valores. Um dos destaques desta lista é a Raízen (RAIZ4), que já havia sido notificada pela B3, mas ganhou um tempo extra para se adequar à regra.

Para sair deste grupo, o passo mais comum é fazer um agrupamento de ações, em uma proporção que permita cotações acima de um real. Esse foi o expediente que buscou a Azul (AZUL53) no começo deste ano, quando juntou 75 papéis em um único ativo.