Cosan (CSAN3) conclui pré-pagamentos de R$ 2,8 bi e reduz dívida em R$ 8,8 bi no ano
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
A Cosan (CSAN3) se manifestou nesta segunda-feira (30) sobre a possibilidade de venda de uma participação de até 4,1% na Vale (VALE3).
🗣️ Em resposta à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a holding disse que não há uma decisão sobre o assunto. Contudo, não descartou a possibilidade.
"A companhia avalia constantemente seu portfólio de ativos e segue comprometida com a otimização na alocação de capital, principalmente, em um cenário de altas taxas de juros e ambiente macroeconômico desafiador, tarefa essa intrínseca ao papel de holding que desempenha", afirmou.
Logo depois, no entanto, ressaltou que, "até a presente data, não há qualquer deliberação da Administração da Cosan sobre a alienação de qualquer parcela da participação da Companhia na Vale".
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Segundo a "Bloomberg", a Cosan estaria avaliando a venda de parte ou da totalidade da sua participação de 4,1% na Vale, como uma forma de reduzir o seu endividamento.
💲 A Cosan tinha uma dívida bruta de R$ 25,3 bilhões ao final do segundo trimestre deste ano e, de acordo com a "Bloomberg", poderia captar US$ 2,2 bilhões com a venda da sua fatia na Vale. Isto é, quase R$ 12 bilhões no câmbio atual.
Segundo a reportagem, a Raízen (RAIZ4), que é fruto de uma joint venture entre a Cosan e a Shell, também estaria considerando a venda de ativos na Argentina. A Raízen, no entanto, disse que "não há nenhuma negociação em curso referente a desinvestimento de sua operação na Argentina".
A empresa concluiu em 16 de junho de 2026 a recompra antecipada e integral de 1,5 milhão de debêntures da primeira série de sua 11ª emissão.
O presidente da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding deve ser dissolvida em 3 a 5 anos, com início previsto para 2027.