Copa do Mundo 2026 será a mais lucrativa da história; veja valores

Com mais jogos e os preços dos ingressos batendo recordes, Fifa pode faturar US$ 13 bilhões.

Author
Publicado em 11/06/2026 às 18:11h Publicado em 11/06/2026 às 18:11h por Marina Barbosa
Além do troféu, o campeão da Copa receberá um prêmio de US$ 50 milhões (Imagem: Shutterstock)
Além do troféu, o campeão da Copa receberá um prêmio de US$ 50 milhões (Imagem: Shutterstock)
A Copa do Mundo 2026 começa nesta quinta-feira (11), com a promessa de movimentar o mundo do futebol e também muito dinheiro. É que este será o maior, mas também o mais caro e lucrativo torneio da história.

A maior Copa da história

A Fifa ampliou o escopo da Copa do Mundo para permitir que mais países tenham chance de participar da competição e viver a emoção do futebol. E, com isso, ainda ganhou novas oportunidades de faturar com a competição.
⚽ Ao todo, 48 seleções vão participar da Copa do Mundo 2026 -um número 50% maior que o da última edição, que reuniu jogadores de 32 países diferentes. Por isso, o caminho para o título de melhor do mundo ficou mais longo. 
O torneio começa com a tradicional disputa por grupos, mas conta com quatro grupos a mais desta vez. Além disso, passa a ter uma nova fase de mata-mata, que vem sendo chamada de 16-avos de final, pois será realizada entre a fase de grupos e as oitavas de final.
Por isso, a Copa vai contar com um total de 104 jogos e se estender por 39 dias desta vez. São 40 partidas a mais e 11 dias extras em relação à última edição.
Os jogos serão realizados entre 11 de junho e 19 de julho em estádios espalhados pelos Estados Unidos, Canadá e México -uma divisão que também deve render longos voos para os jogadores.

A mais cara e a mais lucrativa

Com mais jogos na tabela, a Fifa teve a oportunidade de faturar mais com ingressos, direitos de transmissão e patrocínios. E os valores envolvidos nessas categorias também subiram substancialmente.
🎫 Para se ter ideia, alguns ingressos chegaram a ser vendidos por quase US$ 11 mil. Isto é, cerca de R$ 55 mil na cotação atual. Isso porque a Fifa não só reajustou os valores, como também estreou um sistema de preços dinâmicos nesta Copa do Mundo. 
Com a mudança, os preços dos ingressos passaram a oscilar de acordo com a demanda, atingindo valores inéditos nos jogos mais procurados pelos torcedores, como a grande final. Por isso, só a venda de ingressos deve render cerca de US$ 3 bilhões para a Fifa.
De acordo com um levantamento do site "Sports Value", os direitos de transmissão e os patrocínios da Copa também vão movimentar valores recordes, chegando a US$ 4,3 bilhões e US$ 2,8 bilhões, respectivamente.
Resultado: a Fifa deve faturar US$ 13 bilhões nesta Copa do Mundo. Isto é, quase 70% a mais que na última edição do torneio e cerca de R$ 66 bilhões na cotação atual.

Prêmios recordes

Com um faturamento recorde, a Fifa também promete distribuir prêmios inéditos para as 48 seleções classificadas para a Copa do Mundo 2026.
💰 Serão US$ 871 milhões em prêmios. Isto é, mais de R$ 4,4 bilhões na cotação atual e 50% a mais que na Copa do Mundo de 2022. 
De acordo com a Fifa, cada seleção classificada já recebeu US$ 2,5 milhões para cobrir os custos de preparação e ainda vai receber ao menos US$ 10 milhões em prêmios.
Ou seja, todas as seleções classificadas já garantiram ao menos US$ 10,5 milhões na Copa. Contudo, esse valor cresce na medida em que as seleções avançam no campeonato, podendo chegar a US$ 50 milhões. 
O prêmio previsto para o grande campeão é o maior da história do torneio. Para se ter ideia, a Argentina faturou US$ 42 milhões ao ganhar a última Copa do Mundo, em 2022. Já o vice-campeão vai levar US$ 33 milhões e o terceiro lugar, US$ 29 milhões. 

Veja as premiações da Copa do Mundo de 2026:

Campeão: US$ 50 milhões;
2º lugar: US$ 33 milhões;
3º lugar: US$ 29 milhões;
4º lugar: US$ 27 milhões;
5º ao 8º lugar: US$ 19 milhões;
9º ao 16º lugar: US$ 15 milhões;
17º ao 32º lugar: US$ 11 milhões;
33º ao 48º lugar: US$ 9 milhões.
Os valores da premiação foram reajustados pela Fifa cerca de 40 dias antes do início da Copa, depois que as federações participantes da entidade manifestaram preocupação com os custos elevados do torneio. Afinal, além de mais viagens, as seleções terão que enfrentar trajetos longos para se deslocar entre as 16 cidades-sede da Copa.