A China anunciou nesta quarta-feira (20) que irá trabalhar junto aos Estados Unidos para reduzir tarifas que atingem dezenas de bilhões de dólares em produtos dos dois países.
Pequim e Washington passaram grande parte de 2025 mergulhados em uma guerra tarifária, cenário que começou a mudar após Donald Trump e Xi Jinping firmarem, em outubro do ano passado, uma trégua comercial de um ano durante encontro realizado na Coreia do Sul.
Como desdobramento das reuniões da semana passada, os dois países criaram um conselho comercial. Segundo comunicado divulgado pelo Ministério do Comércio da China, as partes concordaram, em princípio, em discutir um acordo-quadro para reduções recíprocas de tarifas sobre produtos de valor equivalente.
De acordo com o governo chinês, os cortes tarifários devem alcançar mercadorias avaliadas em pelo menos US$ 30 bilhões para cada lado. O ministério também afirmou que produtos aprovados por ambos os países poderão futuramente passar a ser tributados com tarifas de nação mais favorecida ou até inferiores.
Ainda segundo o comunicado oficial, equipes dos dois países realizaram discussões sobre medidas tarifárias bilaterais e avançaram em encaminhamentos relacionados às tarifas aplicadas entre China e Estados Unidos.
Além disso, Pequim pediu a extensão dos acordos de trégua comercial firmados no ano passado e defendeu que Washington avance na retirada de tarifas unilaterais impostas aos produtos chineses. Outro resultado confirmado após o encontro entre Xi Jinping e Donald Trump foi a compra, pela China, de 200 aeronaves da Boeing.