Emprestar dinheiro para os bancos e receber em troca gordos
juros compostos continua um bom negócio em 2026, estratégia possível com os
CDBs (Certificados de Depósitos Bancários). A forma de pagamento mais comum nesse tipo de investimento é a pós-fixada, ou seja, uma porcentagem (%) atrelada ao
CDI.
A ferramenta do
Investidor10, que monitora as condições dos
investimentos em renda fixa nas prateleiras das corretoras de valores, mostra que as taxas oferecidas pelos
CDBs indexados ao
CDI estão mais incrementadas neste início de outubro de 2026, próximas de
120% do CDI.
Simulamos que, se o investidor aplicasse R$ 50 mil no
CDB Afinz Pós-fixado 118,00% CDI, resgataria cerca de R$ 72.123,00 ao carregar o título bancário até o dia 17 de setembro de 2029, visto que não há liquidez diária e o dinheiro ficaria travado mesmo no período.
Será que os rendimentos em patamares recordes oferecidos pelo
Tesouro Direto neste início de mês superariam os juros compostos dos
CDBs pós-fixados? Pegando como referência o
Tesouro Prefixado 2029, que garantia rentabilidade de 13,86% ao ano nesta quinta-feira (1º), o mesmo saldo de R$ 50 mil retornaria R$ 64.414,65 carregando o investimento até o vencimento.
É evidente que a continuidade do ciclo de cortes da
taxa Selic afeta diretamente a rentabilidade paga pelos investimentos atrelados a
% do CDI, inclusive com as projeções do Boletim Focus indicando taxa básica de juros em 10% ao ano até o encerramento de 2029, bem abaixo dos atuais 13,75% ao ano.
Só que, como visto na simulação, o patamar ainda elevado do
CDI garante retorno competitivo em relação às alternativas presentes no
Tesouro Direto, especialmente se o investidor tem acesso a bons
CDBs pagando taxas próximas de
120% do CDI.