Braskem (BRKM5) sai do Ibovespa após recuperação extrajudicial; entenda
Participação da petroquímica será redistribuída entre as demais empresas dos índices.
Para além dos acionistas da Braskem (BRKM5) que estão preocupados com o rumo da companhia, agora os credores também estão em alerta. Um levantamento feito pela Vitrify mostra que a companhia tem ao menos R$ 3,2 bilhões em títulos de dívida circulando no mercado.
De acordo com o estudo, R$ 914 milhões seriam de CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), sendo que a maioria está nas mãos de pessoas físicas. Já o outro montante, de quase R$ 2,3 bilhões, seria de debêntures feitas em quatro emissões, todas sem garantia.
Diante disso, os investidores com esses ativos na carteira já sentem um pouco da percepção de risco. O levantamento destaca que a referência dos ativos no mercado secundário teria caído mais de 90% na comparação com o valor de face no primeiro semestre do ano passado.
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Isto é, se o investidor adquiriu um título por R$ 100, hoje, esse mesmo ativo vale apenas R$ 10. Na prática, se ele decidir vender o título antes do vencimento, no mercado secundário, sairia com um prejuízo muito alto.
A Braskem entrou em recuperação extrajudicial na última segunda-feira (24), alegando dívidas da ordem de US$ 10 bilhões. A empresa já vinha conversando com seus credores para um plano de pagamento, mas agora ganha pelo menos 90 dias para tratar isso de maneira formal.
Na bolsa de valores, o efeito da RE foi quase que imediato, com as ações caindo mais de 5% no pregão. Com isso, o valor de mercado da companhia recuou para menos de R$ 3,5 bilhões, ainda de acordo com a B3.
Participação da petroquímica será redistribuída entre as demais empresas dos índices.
A medida ocorre justamente no dia em que termina o prazo de proteção da companhia contra credores.