Brava Energia (BRAV3) reverte lucro e registra prejuízo de R$ 350 milhões no 1T26

O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,628 bilhão, alta de 52% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

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Publicado em 07/05/2026 às 09:10h Publicado em 07/05/2026 às 09:10h por Elanny Vlaxio
A produção média total da Brava ficou em 76 mil boe/dia  (Imagem: Divulgação)
A produção média total da Brava ficou em 76 mil boe/dia (Imagem: Divulgação)
A Brava Energia (BRAV3) encerrou o 1T26 (primeiro trimestre de 2026) com prejuízo líquido de R$ 350 milhões, revertendo o lucro registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente pela despesa financeira ligada aos efeitos contábeis não caixa da marcação a mercado dos contratos de hedge de petróleo.
Apesar do prejuízo, a receita líquida somou R$ 3,135 bilhões, crescimento de 9% na comparação anual e de 23% frente ao quarto trimestre de 2025. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,628 bilhão, alta de 52% em relação ao primeiro trimestre de 2025, enquanto a margem Ebitda ajustada avançou para 51,9%, um ganho de 15 pontos percentuais na comparação anual.
A melhora operacional foi sustentada principalmente pelo desempenho do segmento offshore e pela valorização do petróleo Brent no período. A companhia destacou que o preço médio de venda do óleo chegou a US$ 74,6 por barril no trimestre, alta de 11% em relação ao ano anterior e de 34% frente ao trimestre imediatamente anterior.
A produção média total da Brava ficou em 76 mil boe/dia (barris de óleo equivalente por dia), avanço de 7% na base anual. A produção média diária de óleo atingiu 61,2 mil barris por dia, enquanto a de gás natural ficou em 14,8 mil boe/dia.
Entre os destaques operacionais, a companhia ressaltou a retomada da produção em Parque das Conchas após a conclusão de manutenção programada, além do avanço da campanha de perfuração em Papa-Terra. O ativo registrou níveis normalizados de eficiência no trimestre, com produção média de 18,9 mil boe/dia, alta de 39,8% na comparação anual, diz comunicado.
Os custos operacionais também mostraram melhora. O lifting cost caiu para US$ 14,2 por barril equivalente no trimestre, recuo de 18% em relação ao mesmo período de 2025. Já as despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 59 milhões, queda de 63% frente ao trimestre anterior. No trimestre, a Brava investiu R$ 381 milhões em capex, redução de 33% na comparação trimestral. 
Os aportes foram concentrados principalmente nos ativos offshore, com destaque para o campo de Papa-Terra e a continuidade da campanha de perfuração iniciada em março. Vale citar que a posição de caixa da companhia encerrou março em R$ 5,638 bilhões. Desconsiderando efeitos não recorrentes relacionados ao portfólio, o caixa ajustado totalizaria R$ 6,317 bilhões, segundo a empresa.